# CASTELO BRANCO – CINCO SÉCULOS DA MISERICÓRDIA

- **Autor:** Padre Hugo Martins
- **Data:** 2014-02-24T19:23:59+00:00
- **Categoria:** António Alves Fernandes
- **URL Original:** https://padrehugo.com/blog/castelo-branco-cinco-seculos-da-misericordia

---

### A História ensina-nos que por iniciativa da Rainha D. Leonor fundou a Primeira Instituição da Santa Irmandade da Misericórdia de Lisboa, nos tempos idos de Agosto de 1498.


### Mais tarde, D. Manuel I, atendendo à grande obra assistencial prestada em Lisboa, tomou várias medidas tendentes à formação de idênticas confrarias em diversas partes do Reino de Portugal.


### Em 16 de Fevereiro de 1514, D. Manuel I, reunido com a Corte Real em Almeirim, ordenou a Gaspar Roiz que escrevesse aos Mestrados da Ordem de Cristo: “ que vades a dita Villa de Castelo Branco e nos informeis de tudo bê declarado para promovermos a isso como nos bê parecer.”


### Este é o documento mais antigo, é o primeiro compromisso que rege a Irmandade de Castelo Branco, e assim nasceu, nesse dia, a Santa Casa da Misericórdia, também a primeira nesta parte do território nacional.


### Em 1603, Frei Bartolomeu da Costa, albicastrense, Tesoureiro Mor da Sé de Lisboa, foi um dos maiores benfeitores, deixando a sua fortuna e a sua própria casa, sita na Rua D’Éga, à Misericórdia de Castelo Branco.


### Apenas apontei estas pinceladas, para nos situarmos no momento histórico inaugural, deixando todo o percurso com quinhentos anos para os estudiosos.


### Conheci esta Instituição em 1975, quando ali funcionou o Hospital de Castelo Branco e precisei dos seus serviços.


### Com a inauguração do Hospital Amato Lusitano, as instalações da Santa Casa da Misericórdia, foram aproveitadas para duas valências muito importantes, a primeira virada para as crianças, com a criação de um Jardim de Infância, a segunda para os Idosos com um Lar. Mais tarde criou um Centro de Medicina e Reabilitação e em Maio próximo espera a funcionamento da Unidade de Cuidados Continuados Integrados.


### Quanto ao Jardim de Infância, nunca esquecerei o apoio prestado aos Serviços Prisionais de Castelo Branco, recebendo durante algum tempo as crianças, filhas de reclusas, o que não era fácil, na medida em que levavam um sinete sinalizando que pertenciam a “gente criminosa”.


### Não esqueço quando ali se realizou a Assembleia-Geral dos Ex-Alunos da Escola Apostólica de Cristo Rei de Gouveia. As Instalações foram colocadas à inteira disposição da Associação, o amplo auditório onde se realizou a Assembleia-Geral. O Dr. Pires Nunes proferiu para os visitantes uma brilhante palestra sobre a história e a vida albicastrenses, terminando com uma visita guiada à cidade.


### Não posso esquecer os diversos encontros e convívios escutistas, com o Agrupamento 160 do CNE e Grupo 67 da AEP de Castelo Branco, com um espirito democrático e aberto às duas entidades. Ali se fizeram alguns fogos de conselho, reuniões e cerimónias litúrgicas, partilhando os espaços com os escuteiros, famílias e amigos.


### Não posso esquecer, quando ali se celebravam as Eucaristias em Homenagem aos Militares que deram a vida pela Pátria, no Aniversário do Núcleo da Liga dos Combatentes de Castelo Branco, reunindo centenas de militares e ex-militares com as suas famílias. Era celebrante o ex-capelão militar Padre José Sanches, da Comunidade Redentorista, que nas suas homilias enaltecia o nosso serviço à Pátria, que nunca devíamos ter vergonha de ter vestido a farda militar e nunca ter medo daqueles que a traíram. No final das Eucaristias, pedia para todos entoarmos o Hino Nacional, o que fazíamos com muito patriotismo.


### Muitas mais recordações há para assinalar, aqui fica uma pequena resenha de algumas. Nesta hora, não posso esquecer os trabalhadores daquela casa (340), o Provedor Coronel Guardado Moreira, o Senhor Horta, o Professor António dos Santos Folgado Frade, o Capitão Francisco Carvalho. Voluntariamente e com muita dignidade, conduziram os destinos e valorizaram os Serviços da Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco.


### Esta Misericórdia é fundamental, um parceiro indiscutível no desenvolvimento das políticas e práticas de apoio social, de combate à pobreza e à exclusão.


### 


### António Alves Fernandes


### Aldeia de Joanes


### Fevereiro/2014


[audio url="http://padrehugo.com/wp-content/uploads/CASTELO-BRANCO-–-CINCO-SÉCULOS-DA-MISERICÓRDIA1.mp3" width="80%" autoplay="yes" loop="yes"]
