Cleroquarta-feira, 7 de março de 2012MD / IA

Quaresma 2012/II Domingo: da homilia de D. Manuel

PH

Padre Hugo Martins

Paróquia de Padre Hugo

Representação sacra da Transfiguração de Jesus Cristo no alto do monte, rodeado por uma luz divina, diante de três apóstolos.
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A transfiguração das pessoas e das comunidades baseada na Aliança Jesus Chamou Pedro, Tiago e João, levou-os consigo para o monte e transfigurou-se no meio deles. No final ordenou-lhes que não dissessem nada a ninguém daquilo que viram, até que o Filho do Homem ressuscitasse dos mortos. E o problema é que eles não sabiam o que era ressuscitar dos mortos, como nos lembra também o Evangelho ↗ de hoje. Todavia, o mesmo Jesus, com escândalo dos Apóstolos, a começar por Pedro, tinha anunciado a sua morte e ressurreição e voltou a fazê-lo depois, sublinhando, assim, o ponto essencial da sua vida e da sua missão. Jesus veio para dar a vida por uma grande causa, que é a salvação da humanidade. E essa grande causa pela qual Deus Pai pediu tudo ao Seu Filho Único, é também aquela à qual nós somos chamados a subordinar todos os nossos decisões e comportamentos. Foi o que aconteceu ao Patriarca Abraão, com o qual Deus renovou a Aliança que já tinha estabelecido com Noé anteriormente. Abraão leva a sua coerência e fidelidade até ao extremo de não querer poupar o seu filho único Isaac, que aqui vemos como sendo o grande símbolo de Jesus. A prova máxima do Seu amor pela Humanidade deu-no-la Deus Pai ao não poupar o seu Filho único Jesus Cristo, mas entregando-o à morte, e morte de Cruz, por todos nós. A cena da transfiguração que hoje o Evangelho nos relata é também convite à transfiguração de pessoas e comunidades para que o desígnio de Deus se cumpra na história da humanidade. Hoje Deus continua a querer revelar-se ao mundo através dos discípulos de Cristo e das suas comunidades. Como discípulos de Cristo, sentimos que os nossos sentimentos e comportamentos têm de estar sempre a ajustar-se aos do nosso Mestre, como aconteceu com Pedro e os outros apóstolos, que, de facto, ainda não entendiam, o anúncio que ele lhes fez da Sua Morte Ressurreição. Por sua vez, as comunidades cristãs precisam também de se transfigurar, de se renovar, tendo em conta sobretudo três grandes preocupações: 1ª) Serem verdadeiras comunidades eucarísticas e de oração; 2ª) Serem cada vez mais escolas de vida, a partir da Palavra de Deus acolhida e partilhada em grupo; 3ª) Aprenderem a viver a comunhão entre comunidades, sabendo nós que celebrar o Senhor morto e ressuscitado é aprofundar a relação com Ele e organizar os distintos serviços de que as comunidades precisam. E tudo isto tem de realizar-se em espaços cada vez mais alargados. Que nesta Quaresma as nossas paróquias se deixem conduzir pela luz e dinamismo do Espírito, que, de facto, quer fazer novas todas as coisas e também renovar o quadro da nossa comunhão e das nossas relações em Cristo, para bem da Igreja e da sociedade.
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"A Palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes."

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