Pe. José Almeidasábado, 8 de outubro de 2011MD / IA

XXVIII – Domingo Comum

PH

Padre Hugo Martins

Paróquia de Padre Hugo

Representação artística de um banquete nupcial bíblico com convidados vestidos para a festa do Reino de Deus.
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[button link="#" color="#FFCC33" size="10" style="3" dark="1" square="0" ] “ Vinde às bodas ” [/button]

 

Jesus, continuando a falar em parábolas sobre o mistério do Reino de Deus e o modo como os homens o acolhem ou rejeitam, compara-o, desta vez, a um banquete nupcial, a uma grande festa. Reafirma a universalidade do convite de Deus: abrange os judeus e os gentios, os bons e os maus. Adverte que não basta aceitar o convite. É necessário vestir “o traje nupcial”, ou seja, viver segundo o projecto do Reino.

[pullquote align="left"] Os judeus são os primeiros destinatários da salvação. [/pullquote] É a eles que, em primeiro lugar, Deus se revela e convida, uma e outra vez, a serem o seu povo. Jesus dá-lhes a mesma prioridade no anúncio da Boa Nova do Reino (cf Mc 7,27). E, quando envia os apóstolos numa primeira experiência missionária, recomenda-lhes expressamente: “Ide, primeiramente, às ovelhas perdidas da casa de Israel” (Mt 10,6).

[pullquote align="left"] Os judeus, de um modo geral, não corresponderam a esta primazia, não se mostraram dignos da predilecção de Deus. [/pullquote] Como ficou claro na parábola dos vinhateiros homicidas, Jesus volta a insistir que os judeus maltratam e matam os servos, os enviados, os profetas, aqueles através dos quais Deus lhes dirige a sua palavra e o seu convite. Como os primeiros convidados da parábola, que apresentam motivos de mau pagador para justificar a sua ausência no banquete, assim também os contemporâneos de Jesus, sem que tenham motivos consistentes, recusam tomar parte na festa do Reino de Deus.

Por um lado, olham para Jesus e vêem n’Ele apenas o carpinteiro de Nazaré e consideram que um simples carpinteiro e, mais ainda, vindo de Nazaré da Galileia não pode trazer nada de bom e vantajoso para eles. Por outro lado, dão conta, e isso incomoda-os mais, que Jesus questiona a visão que eles têm de Deus e o culto que lhe prestam, que desacredita os seus ensinamentos humanos e relativiza as suas leis e tradições religiosas. Uma pessoa assim não lhes interessa e o Reino que anuncia não os entusiasma. Consequentemente, consideram que não devem perder tempo com Ele nem, muito menos, abraçar tal projecto.

[quote style="1"] Convidai para as bodas todos os que encontrardes. [/quote]

Também os maus, os pecadores! São estes que Deus mais procura, pois também os ama e quer que eles se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade. São estes a quem Jesus dedica mais atenção, pois como afirma: “o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido” (Lc 19,10), e: “Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores” (Mc 2,17). Deus prepara o banquete do Reino pensando em todas as pessoas e reservando um lugar para cada uma.

[pullquote align="left"] “Não estava vestido com o traje nupcial”. [/pullquote] Como já referimos, não basta aceitar o convite. Hoje diríamos: não é suficiente ter recebido o Baptismo. É necessário acreditar efectivamente em Jesus, converter-se a Deus de todos o coração e viver segundo os ideais e valores do Reino. Só aquele que se assume como construtor do Reino experimentará a alegria de lhe pertencer e o receberá, mais tarde, como herança eterna.

[pullquote align="left"] “Vinde às bodas”. [/pullquote] O Reino de Deus, qual banquete nupcial, é uma grande festa! O banquete proporciona o encontro, o convívio e a comunhão dos convidados com quem os convida e entre si. E isso gera gozo e satisfação, alegria e felicidade. O profeta Isaías (primeira leitura) diz-nos que Deus preparará “um banquete de manjares suculentos e de deliciosos vinhos” para celebrar o encontro com os povos no monte de Jerusalém. Jesus, por sua vez, institui a Eucaristia ↗ no decorrer de uma refeição e pensou-a como um banquete - a Ceia do Senhor. Deus é, decididamente, adepto e promotor de banquetes e de festas! Já aqui na terra. E o Céu é, só pode ser uma festa que se prolonga por toda a eternidade. Caso contrário, não seria Céu!

[pullquote align="left"] “Vinde às bodas”. [/pullquote] Tu entendes o Reino como uma festa e aderes ao convite que Deus te dirige e renova todos os dias? Ou então, quais são os teus “afazeres” que te levam a não participar? Será que não tens tempo para te “entreteres” com Deus, escutar a sua palavra, dialogar com Ele, usufruir da sua amizade? Participas no Banquete da Eucaristia e sente-lo como uma celebração festiva ou só vais quando a hora te convém, te agrada o padre ou a Missa é “bonita” e demora pouco? E que colaboração dás para que a festa do Reino aconteça e nela participem todas as pessoas que te rodeiam?

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Por:  Pe. José Manuel Martins de Almeida

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"A Palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes."

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