Gosto de viajar

Esta semana viajei. Roma foi o destino. Roma é mágica! Envolve-nos e faz-nos sentir em casa. É uma cidade singular e cheia de espiritualidade. Uma cidade completa. O berço do Vaticano.

Mas já lá vou…

Roma faz-nos sentir grandes e pequenos ao mesmo tempo. Como pode ser possível? Sentimo-nos grandes pela riqueza da cidade, por toda aquela panóplia de culturas. Em cada canto existe uma animação de rua diferente, existe uma pessoa de um país distante, ou até mesmo uma loja totalmente diferente das que estamos habituados. Apesar de ser um berço da Igreja católica, Roma abraça também outras religiões. Sentimo-nos tão importantes ao ter oportunidade de experienciar e degustar todos estes sabores! De poder partilhar com os nossos antepassados sítios e histórias, mesmo com um lapso temporal de centenas e até milhares de anos. Mas Roma também nos faz sentir pequenos, face à grandeza de todos aqueles edifícios, de toda aquela beleza arquitectónica que está presente em cada canto da cidade, mais nos monumentos religiosos. Qualquer ponto da cidade é digno de referência. Todas as igrejas e catedrais são grandiosas. Chegando à porta não se consegue avistar o fundo, em grande parte delas. Pela primeira vez o meu olhar não conseguiu acompanhar a grandeza de algo.

Entrando no Vaticano, de facto entra-se num sítio diferente. Apesar de estar situado em Roma, muito pouco tem a ver com o resto da cidade, não fosse um estado diferente… Tudo é organizado e preparado para receber os milhares de pessoas que por ali passam diariamente. Tudo é preparado para ser inesquecível para quem o visita. As exposições, as galerias, a história, as pinturas, as esculturas… É tudo mágico e encanta desde o mais crente até ao menos crente. Chegando à basílica de São Pedro perde-se a noção do tamanho das coisas, é tudo tão grandioso, tão distante de tudo. No entanto, tudo ali faz sentido, tudo ali se encontra, sente-se uma força sem igual. Sentimo-nos abraçados num espaço tão grande.

Fiquei ali sentada um tempo, na lateral do Altar Mor, apenas a apreciar o silêncio, que nem as centenas de pessoas que lá se encontravam conseguiam quebrar. O silêncio que a nossa alma precisa! Estar o meio da multidão e conseguir ouvir o nosso próprio pensamento. 

Vim para casa, com a certeza que iria adorar voltar… ou então fico por aqui, apenas com as lembranças de todos os sorrisos que Roma me roubou!

 

Suzana Santos

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