10º Domingo do Tempo Comum

O morto sentou-se e começou a falar; (cf. Lc 7,11-17)
Jesus quer entrar na cidade dos homens,
compadecido pelo sofrimento e pela morte que nela habita!
O seu coração estremece ao ver uma multidão,
incapaz de consolar uma mãe viúva, que perdeu o seu filho!
É quando o jovem morto escuta a voz de Jesus e lhe obedece,
que este se levanta, se senta e começa a falar!
“Levanta-se” do casulo do egoísmo que o fecha sobre si mesmo!
“Senta-se” numa atitude de discípulo que quer escutar e obedecer!
“Começa a falar” como dom de amor e de reconciliação,
como manifestação de uma vida feliz e evangelizadora!
Um filho assim está vivo e é uma bênção,
deixa de ser motivo de choro e de sofrimento!
Quando alguém se fecha sobre si mesmo,
perde a capacidade de escutar e de comunicar!
O silêncio e os gritos de agressividade
são sinais de morte e de divisão, são motivos de sofrimento!
Quando se escuta apenas a rádio e a televisão,
se comunica apenas com os que estão ausentes
ou se fala e ri apenas após uns copos de desinibidor,
temos uma cidade morta, sem amor nem compaixão!
É só dar-nos conta do ambiente que se respira nas famílias,
nas comunidades, nos transportes, nos locais de trabalho!
Jesus está à porta da nossa cidade, da nossa casa, do meu coração,
vamos deixa-Lo entrar, tocar-nos e escutar o que nos ordena?
Senhor, que lideras o cortejo da vida e comunicas amor e alegria,
cura-nos da nossa surdez, dá-nos ouvidos de discípulo,
coração sensível e misericordioso, mãos solidárias e lábios de profeta!
Envia-nos o teu Espírito e faz da Igreja uma corrente de vida,
para que a comunicação nasça da comunhão,
o diálogo se faça pão, a mesa seja uma festa que saboreia a presença!
Devolve-nos uns aos outros, vivos e disponíveis para caminhar,
sentados e sedentos para escutar,
reconciliados e livres para comunicar conTigo e com todos!
Pe. José Augusto
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