12º Domingo do Tempo Comum (25 junho)

A Vós confiei a minha causa. (cf. Jer 20,10-13)

Deus está connosco, é justo e poderoso.
Conhece o coração de cada um e pesa a nossa santidade.
Não se deixa influenciar pela arrogância nem pela astúcia,
mas guarda o fraco e escuta o gemido do oprimido,
premeia aquele que é justo e não faz justiça pelas suas mãos.
Todos os que vivem como seu Filho e se tornam dom oferecido,
Deus guia-os com o seu Espírito e fortalece-os na perseguição,
para que a verdade vença o medo, a graça o mercado,
a esperança a desgraça, a solidariedade a indiferença.
A fidelidade ao dom gratuito vence o medo e salva o mundo!

A vida corre o risco de ser conduzida pelo medo e pelo rancor.
Pelo medo do que vão dizer, de ser perseguido,
de ser rejeitado ou ridicularizado, de perder amigos…
Pelo rancor que brota da ferida do ressentimento
e gangrena em mal estar, depressão, agressividade e vingança.
Quando dominados pelo medo e pelo ódio,
dispensamos Deus, confiamos nas armas de defesa e de ataque,
ficamos paralisados ou possuídos pela inquietação,
perdemos o rumo, esquecemos a missão, arrumamos a humanidade.
Só quando confiamos a nossa sorte a Quem é Senhor do Universo,
é que somos livres e a verdade e o amor nos liberta!

Senhor, Rocha na qual nos seguramos e confiamos,
liberta-nos dos medos que nos paralisam a filiação divina.
Cristo, Irmão amigo que vais à nossa frente,
como Cordeiro manso e humilde, forte e vencedor,
fortalece-nos com o Pão que se faz dom gratuito
e salva, dando vida, sarando faltas, fermentando a fidelidade.
Espírito Santo, dom que cura ressentimentos,
recria o nosso coração para que seja fonte de amor,
pagando o mal com o bem, deixando a Deus o julgamento.
Ajuda-nos a ser fieis à nossa missão e profecia,
quando o medo nos atemoriza e o egoísmo nos acomoda!

Pe. José Augusto

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