A palavra que sai da minha boca não volta sem ter produzido o seu efeito.(cf. Is 55,10-11)
A Palavra do Senhor tem poder criador e recriador.
É movida pelo amor e tem a eternidade como fidelidade.
Desperta para a vida e penetra nos corações empedernidos.
É semeada generosamente, confundindo-se com outras sementes,
só os frutos a distinguem pela beleza e pelo sustento.
Os profetas e os apóstolos brotam palavra inspirada pela Palavra,
no tempo encarnada no seio de uma Virgem,
em Emanuel ressuscitada e em Pão sacramental partilhada.
A Palavra necessita de terreno bom para germinar.
O desnorte adormecido faz de nós caminhos impenetráveis,
onde viajam palavras livremente, sem critério nem nidação.
A superficialidade com que fugimos à avaliação de vida,
faz de nós cata-ventos e esponjas que tudo absorvem,
numa síntese sem identidade e sem meta, a não ser o instante.
A cultura do tudo deixar crescer livremente,
faz da nossa vida um campo bravio e descuidado,
onde as ervas daninhas e os espinhos abafam o trigo.
Senhor, semeador de Palavras de vida e de verdade,
faz de nós terreno sequioso e disponível para escutar
a Tua Palavra de conversão e de vida nova.
Ilumina os nossos passos com o sol do Teu amor
e liberta-nos dos ídolos que nos cansam e distraem
num desvario sem norte nem fraternidade fecundante.
Cristo, Palavra ungida pelo Espírito de santidade,
fecunda a nossa fé e faz de nós apóstolos
que dão fruto abundante para semear em toda a gente.
Pe. José Ausgusto

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