16º Domingo do Tempo Comum

Agindo deste modo, ensinastes ao vosso povo que o justo deve ser humano. (cf. Sab 12,13.16-19)

Deus é forte e bondoso, paciente e misericordioso.
O seu Espírito age na criação de forma suave e profunda,
inspirando o projeto divino e a vida,
num diálogo inefável e complexo, onde o silêncio escuta.
Cristo, o Homem novo, Imagem perfeita do Pai,
aproxima-se com respeito, propõe aliança,
semeia o Reino de Deus, serve e reconstrói o que é desprezível;
em vez de condenar, procura a todos salvar, dando a vida.
Quanto temos a aprender com este Homem livre e amante!

As mudanças sustentadas, não se forçam, fermentam-se.
Os totalitarismos e ditaduras desumanizam as relações,
forçam igualdades, atemorizam a paz, limitam a liberdade.
O individualismo fecha a partilha, exalta o capricho,
ensurdece o grito de comunhão e diálogo do próximo.
O consumismo, que alimenta o mercado,
telecomanda inocentes, cria necessidades, massifica pessoas.
Com tudo isto, a caridade deixa de ser prioritária,
o bem comum passa a ser um direito sem deveres,
o perdão um bem escasso e em perigo de extinção!

Senhor, semeador de vida e fermentador de renovação,
fortalece o trigo de caridade que em nós semeaste,
para que não nos deixemos abafar pelo joio que deixámos crescer.
Dá-nos paciência e zelo apostólico para com o joio,
que vemos nos outros e em nós, sem julgarmos nem condenarmos,
mas fermentando relações de acolhimento, diálogo e perdão.
Espírito Santo, ensina-nos a oração que deseja ser Cristo
e a pedagogia missionária da correção fraterna.
Cristo, Homem verdadeiro, ensina-nos a ser justos e humanos!

Pe. José Augusto

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