19º Domingo do Tempo Comum – Dia nacional da Pastoral da mobilidade

Disso me dá testemunho a consciência no Espírito Santo. (cf. Rom 5,1-5)

Deus vem ao nosso encontro de muitas maneiras,
todas elas surpreendentes, mediadas, pacificadoras.
Elias estremece de paz ao sentir a brisa do monte Horeb
que contrasta com o turbilhão que lhe vai na alma.
Os apóstolos gritam de medo quando veem Jesus
caminhar tranquilamente sobre as águas,
quando nas suas almas fervilha a tempestade
duma oportunidade de poder perdida e uma partida forçada.
Pedro faz a experiência da salvação, quando,
vendo-se a afogar, pede socorro e é salvo pela mão do Senhor.
Paulo faz a experiência de Cristo na sua consciência,
pela ação silenciosa e atuante do Espírito Santo.

Hoje, Deus também vem ao nosso encontro,
o seu Espírito continua a tocar as nossas consciências,
a pacificar os nossos temores e ansiedades.
Para O ouvirmos e sentirmos é preciso sair de nós mesmos,
silenciar os ruídos e esperar que Ele se manifeste,
no mistério da consciência e na surpresa do encontro.
A oração apressada, a missa por dever e de corpo presente,
a leitura da Palavra em diagonal, o exame de consciência justificador,
não ajudam a escuta, nem proporcionam o encontro!
O relativismo interesseiro, retira acuidade à voz do Espírito
e a consciência torna-se laxa, surda e cega.

Senhor, tão próximo e íntimo que nem me dou conta,
de tão ilustre Hóspede que me hospeda em sua casa!
Tudo Te pertence e eu nada sou, a não ser dom do teu amor!
Cristo, bom Irmão que me dás a tua mão,
quando me começo a afogar e suplico ajuda.
Espírito Santo, pedagogo da liberdade e farol dos perigos,
ajuda-me a fazer silêncio e a saber esperar confiante,
a Palavra que reservaste para mim neste dia,
o Pão assimilado na Eucaristia,
o diálogo tranquilo na intimidade de amigos sem pressa.
Ajuda a todos os que saem da sua terra a encontrar-Te!

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