1º Domingo do Advento

Já não vos falta nenhum dom da graça, a vós que esperais a manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo. (cf. 1 Cor 1,3-9)

Deus é nosso pai e seu Filho nosso redentor.
O Espírito Santo é a comunhão em Deus e de nós com Ele.
O Redentor manifesta-se, mas encontra-nos a dormir
ou entretidos com rebeldias, distraídos com inutilidades.
Assim se vai passando o tempo sem horizonte de eternidade,
nem vigilância da esperança, como se a meta fosse viver o instante!
Somos barro pouco moldável nas mãos do Oleiro da santidade!

Cada tempo de Advento nos desperta para a esperança.
Mas não é qualquer esperar, é preciso purificar o desejo,
pois capricho também é esperar, consumismo também é esperar,
desejo de poder, de fama e de prazer também é esperar,
vencer o outro, corromper e até matar, também e esperar!
Advento abre-nos a um desejo mais alto: ver o rosto de Deus,
penetrar no mistério das promessas que hão de vir,
tornar-se peregrino de um amor maior, duma fidelidade a toda a prova!
O que desejo e espero no início deste Ano Litúrgico?

Senhor, Pai bom e Oleiro da beleza única da minha dignidade,
ensina-me a confiar mais em Ti, para que me deixe moldar sem resistências!
Cristo, nosso Redentor e Pedagogo paciente da minha liberdade rebelde,
alimenta-nos com a tua Palavra e o teu Pão,
purifica a nossa esperança, a nossa fé e amor!
Espírito Santo, Amigo íntimo que nos segredas a esperança
e nos fazes ver as flores da amendoeira, em pleno inverno,
ajuda-nos a viver vigilantes e orientados na ocupação,
para que estejamos sempre prontos para o Encontro!
S. Francisco Xavier rogai por nós!

Pe. José Augusto

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