Se forem fiéis à minha aliança, hei-de enchê-los de alegria na minha casa de oração.(cf. Is 56,1.6-7)
Deus escolheu um povo para chegar a todos os povos
e com eles fazer uma aliança de vida, de paz e de amor.
É a fidelidade a esta aliança divina que faz a diferença
e não a pertença a este ou aquele povo.
É a alegria da celebração da fé, na comunhão espiritual,
que nos faz filhos do mesmo Pai e Senhor do Universo.
Por isso, a fé supõe justiça, liberdade, solidariedade, diálogo,
hospitalidade, respeito, paz, perdão e festa de amor.
A globalização faz do mundo um só corpo.
Neste corpo sentimos as dores do mal infestante,
que precisamos de curar e purificar;
sentimos as alergias destruidoras do diferente,
que precisamos de neutralizar e tranquilizar.
Quando se atacam lugares de culto e se destroem vidas
estamos longe da “casa de oração para todos os povos”.
O fundamentalismo, a intolerância e o relativismo
são sinais perigosos de afastamento do sonho de Deus.
Senhor, Pai de todos a sonhar-nos irmãos,
ajuda-nos a fazer parte deste projeto de salvação.
Cristo, que encarnaste o rosto de todas as culturas,
dá-nos o Teu Espírito de comunhão fraterna,
que constrói uma globalização do amor e da paz.
Faz de nós mensageiros do Deus da vida em doação,
fieis e humildes no diálogo, solidários no sofrimento,
discernidos no essencial e tolerantes no secundário.
Pe. José Augusto

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