21º Domingo do Tempo Comum

Quem Lhe deu primeiro, para que tenha de receber retribuição? (cf. Rom 11,33-36)

Deus é o princípio, o sustento e o fim de tudo.
Quando tomamos consciência do Autor da vida,
já a vida peregrina como dom e frutifica regada de graça!
Tudo o que oferecemos ao Senhor é dom que devolvemos,
por isso, em nada merecemos retribuição,
mesmo quando Ele nos dá a chave da vida
e nos pede a colaboração na sua missão redentora.
Jesus é Filho, é dom na vida e na morte,
por isso, a morte não O pode conter!

O mercado fundamenta-se na lei:
“quem deu primeiro, merece receber retribuição”.
No entanto, no campo do amor a regra é inversa:
“Quem dá primeiro não espera retribuição,
só espera que o dom nasça e cresça como dom!”.
Os pais dão à luz a vida e esperam que a vida gerada
aprenda a ser amor generoso que frutifique dom.
O verdadeiro amor conjugal deseja fazer o outro feliz,
num encontro de dons, de perdão e de entrega.
A vocação autentica de consagração ao Senhor,
ama a Deus nos irmãos, no silêncio e na humildade,
rejubilando interiormente porque na sua vida não há mercado,
tudo é dom e para a maior glória de Deus!
Quando no amor se começam a cobrar serviços e
gestos de carinho, o dom vira produto de mercado!

Senhor, de Vós viemos, em Vós nos movemos,
de Vós tudo recebemos, como Vós queremos ser dom
e assim dar glória Aquele que é puro AMOR!
Cristo, Irmão e Mestre, que nos dás a chaves do Reino,
ensina-nos a sabedoria da vida que se faz dom
e se torna imagem e semelhança do Pai do Céu!
Espírito Santo, Ciência de Deus em linguagem humana,
embora seja de noite, ensina-nos a caminhar sem ver tudo,
apenas com a luz da fé, da esperança e da caridade!

Pe. José Augusto

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