22º Domingo do Tempo Comum

Para saberdes discernir, segundo a vontade de Deus o que Lhe é agradável.(cf. Rom 12,1-2)

Em Cristo, o culto é uma vida oferecida em obediência
à vontade de Deus e pela salvação dos outros.
Mesmo que isso signifique renúncia de si mesmo,
exposição a rejeições e até perseguições!
A Cruz é sinal de fidelidade à sua missão,
de resistência à tentação de fuga à ardência da consciência,
de vitória da diferença agradável a Deus e bênção para a história.
O seguimento de Jesus põe-nos neste discernimento contínuo 
e nesta entrega agradável, não a nós, mas a Deus e ao bem de todos.

O ritmo apressado, sempre ligado à curiosidade do mais,
constantemente estimulado pela diversão e a fuga da dor,
leva-nos a uma vida adormecida, ocupada com nada,
sem pensar nem refletir, num mimetismo ingénuo.
O único critério sou eu e o meu umbigo satisfeito,
a minha conformidade com o sentir do mundo e as suas modas,
o sonho de ter poder e riqueza para satisfazer os meus caprichos.
Até a Deus queremos controlar para nos ajudar nesta vida
de ganharmos este mundo e perdermos a perfeição do amor!

Senhor, a tua Palavra me queima e me incomoda,
tenho pressa de fugir e apagar este fogo de transformação,
para não ser diferente, não ter problemas, não parecer ridículo!
Olhar o mundo a partir de Cristo mete medo,
pois nos compromete com a coerência e o testemunho de vida,
enlaçado à palavra proclamada e à verdade da maldade denunciada!
Espírito Santo, Luz que queima a mentira e purifica a orientação,
ajuda-nos a viver em permanente discernimento
e fortifica a nossa vontade, libertando-nos do medo do risco
de ser diferente, amigo incómodo, testemunho de esperança!

pe. José Augusto

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