27º Domingo do Tempo Comum

Terá de agradecer ao servo por lhe ter feito o que mandou? (cf. Lc 17,5-10)
Somos servos do Senhor, não donos da vida!
Jesus obedece com alegria e serve com amor.
Na sua vida tudo é graça silenciosa e fiel,
nada é mercado de troca nem leilão de poder!
A cruz é o silêncio gélido da gratidão,
tanto dos seres humanos por quem dá a vida,
como do Pai a Quem ama e a Quem serve!
A resposta ao grito lancinante do abandono total
só chega três dias depois na escuridão de um túmulo!
O justo viverá da fé e nela verá a luz que busca!
Nos sacramentos recebemos o dom da graça e da missão.
A ajuda que se dá à Igreja, por altura dos sacramentos,
é muitas vezes confundida com pagamento
e o que é puro dom passa a ser visto com produto comprado!
E se “comprei a salvação”, tudo o que fizer por Deus e pelos outros,
deve ser pago por Deus e colocado na nossa conta do Céu!
É assim que um “filho de Deus” se transforma num consumidor religioso,
a vocação é vista como um dever e uma imposição,
a missão se transforma num funcionalismo rotineiro e sem ardor!
Esquecemo-nos que Deus não precisa dos nossos dons nem orações,
nós é que precisamos d’Ele, da sua luz, da sua força, do seu amor!
Senhor, justiça que ama e sabe esperar o nosso sim,
aumenta a nossa fé e dá-nos o dom da fidelidade e da perseverança!
Cristo nosso salvador, que Te cingiste para nos servir a nova aliança,
envia-nos o teu Espírito e dá-nos um coração novo,
disponível e gratuito, comprometido e humilde!
Ensina-nos a amar sem nada cobrar,
a orar simplesmente para Te adorar, escutar e estar contigo,
a participar na Eucaristia com horizontes de fé
e não com o cronómetro do tempo nem o marca-ponto do dever!
Liberta-nos da mediocridade dos mínimos exigidos
e abre-nos à generosidade da fonte que se alegra em jorrar vida!
Pe. José Augusto
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