2º Domingo do Tempo Comum

 

O Senhor veio, aproximou-Se e chamou como das outras vezes: «Samuel, Samuel!» (cf. 1 Sam 3,3b-10.19)

Deus é amor, por isso, aproxima-se e chama-nos pelo nosso nome.
A sua Palavra é vocação que dialoga com a liberdade,
e apela à colaboração, numa aliança de projetos.
No profeta o Espírito do Senhor repousa e encontra escuta!
Em Jesus, Deus faz-se homem, monta entre nós a sua morada,
e revela o seu coração, numa relação humana com sabor divino.
É quando nos dispomos a morar com Jesus,
que encontramos o Messias e o corpo glorifica a Deus!

Fala-se em crise de vocações, como se Deus já não chamasse!
Será que Deus já não chama ou que nós já não O escutamos?
Não andaremos demasiado ocupados connosco mesmos,
a escutar outras vozes, cheios de ruídos buscados,
sem Helis e João Batistas que nos acompanhem no discernimento?
A virtualização das relações criou uma solidão ocupada,
em circuito fechado, incapaz de escutar a não ser o que já conhece,
de se comprometer com algo que escape ao autocontrole!
Entregar o comando a alguém, mesmo que seja a Deus,
é complicado e causa medo de perder a liberdade!

Senhor, eis-me aqui, expetante e maravilhado,
perante este mistério luminoso de sentir-Te próximo,
em diálogo com este humilde e frágil servo!
Fala, Senhor, que o teu servo parou para escutar-Te!
Já tantas vezes aceitei dizer sim e não fiquei arrependido,
mas cada vez que me pedes algo novo, fico inseguro,
às vezes procuro fugir e esquecer o dom da tua missão!
Obrigado porque tens sido tão compreensivo e paciente comigo,
e me desafias a alimentar para que me alimente,
a anunciar para que eu escute, a perdoar para que eu peça perdão!
Ajuda-me a encaminhar muita gente para Ti!

Pe. José Augusto

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