30º Domingo do Tempo Comum

«Tu és meu Filho, Eu hoje Te gerei» (cf. Heb 5,1-6)
Em Deus a paternidade é eterna!
Por isso, é misericordioso quando a filiação fica à margem.
Envia o seu Filho a encarnar a humanidade,
para que a história não seja cega nem coxa,
mas caminho com rumo e o “hoje” seja para sempre!
A missão do filho é chamar a todos a ser filhos de Deus
e assim dar glória ao Pai, gerando-O Pai de todos na Igreja!
O Batismo não é um passado histórico,
mas um presente misericordioso sempre atualizado!
Muitos cristãos conjugam a vida no pretérito:
fui batizado, recebi a primeira comunhão, fiz o Crisma,
casei na Igreja, consagrei-me ou fui ordenado em tal dia…
e hoje como conjugo a vida? Sou discípulo missionário de Cristo?
Vivo como batizado? Conjugo a verdade na caridade?
Conjugo a ética na vida e a missão em Igreja?
Senhor, quando a cegueira da cobiça me ataca, tem piedade!
Cristo, enviado do Pai ao encontro das margens e das periferias,
quando me deixo paralisar à beira do caminho, tem piedade!
Filho de Deus, sacerdote eterno onde nascemos filhos de Deus,
quando me esqueço da minha dignidade batismal
e me comporto como estranho e desumano,
Senhor, Pão da vida, tem piedade!
Ajuda-nos a escutar a boa noticia a cada instante:
“Tu és meu Filho, Eu hoje te gerei!”

Padre José Augusto

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