63º ENCONTRO DE EX-BANCÁRIOS DO BPSM – COVILHÃ E FUNDÃO

Na sequência do encontro anterior, realizado na Quinta da Raivosa (Penamacor), tendo como anfitrião o Presidente desta Associação, António Toscano, foi decidido e registado em ata que o próximo se realizaria no dia 25 de Junho, nas Instalações do Sindicato dos Bancários da Zona Norte, Quinta de Pais (Coucieiro – Vila Verde), no coração do Minho.

Os Organizadores, José Lopes Matos Teixeira, Ilídio da Conceição Filipe e António Canário Marques da Silva, prepararam ao pormenor esta viagem (onde nada faltou) para vinte companheiros bancários. A meio caminho da digressão, numa estação de serviço ”ao virar da esquina”, na ida e na vinda, saborearam-se os produtos locais da Beira Baixa.

A pontualidade destas gentes é conhecida e o grupo não se esqueceu de a colocar em prática, não a deixou em mãos alheias e à hora prevista chegou-se ao local do encontro.

A receber a comitiva, estava o arrendatário das instalações António Costa (não confundir com politico de Lisboa) e Teixeira de Guimarães, Vice-presidente do Sindicato dos Bancários do Norte.

António Costa fez as honras da casa, ele que é polivalente nas atividades deste turismo rural, num quadro paisagístico encostado ao Rio Homem, de águas límpidas. Reza a lenda que este rio se apaixonou por uma bela jovem Joana, que ali foi beber água. Como ela correspondeu ao seu amor, transformou-se numa figura humana, passando o rio a chamar-se Homem.

Procedeu-se a uma visita a um antigo Solar Minhoto, propriedade de um rico colono do Brasil e às instalações, adquiridas há trinta anos pelo Sindicato dos Bancários, dispondo diversos apartamentos, uma piscina, espaços verdejantes encimados com latadas de vinhas e um grandioso espigueiro.

Na Sala de Jantar da antiga Adega do Solar, encontramos doze pipas de madeira, onde outrora fermentavam os vinhos verdes, branco e tintos.

O almoço foi bacalhau escondido e a posta à mirandesa, devidamente regados com os verdes da Terra de Basto, e um tinto Tranca de Barriga da Quinta de Santiago do Dominguiso-Tortosendo. A anteceder, molhámos a colher numa sopa cuja qualidade está registada em inúmeras inscrições manuais, salientando a de uma turista castelhana: “ gracias António, pela melhor sopa do mundo.”

Seguiram-se algumas palavras, que a circunstância deste encontro determina. Seguiu-se a ordem protocolar. O Presidente da Assembleia Geral António Toscano afirmou ”que estava a ser um encontro maravilhoso, aliás, o norte é sempre o norte. Agradeceu o acolhimento e convidou as pessoas para aparecerem no Fundão, em Penamacor ou na Covilhã: “Nós também sabemos receber”.

José Matos Lopes Teixeira leu a ata do encontro anterior e afirmou que esta casa está ao serviço dos bancários tenha maior utilização.

António Canário Marques da Silva, um dos maiores dinamizadores do grupo, frisou que estes encontros já realizados foram muito bons, com a particularidade de serem fraternos.

Domingos Ferreira Teixeira Gomes, Vice-presidente do Sindicato dos Bancários do Norte, referiu “ que é sempre bom receber os colegas ex-bancários, concretamente do ex-BPSM, quadros a quem pertenci, uma instituição que teve muitas valências e qualidades. Hoje deu no que deu mas a culpa da sua destruição não foi dos trabalhadores. Talvez da globalização…Era uma escola de amizades e de solidariedade, bem patente neste grupo de associados. Estes convívios só são possíveis com gentes do BPSM. Alertou os reformados bancários, que cada vez mais têm influência no Sindicato. Já andam para aí a falar numas tabelas para os reformados e outras para os que estão no ativo. O ótimo é inimigo do bom, mas todos os reformados têm de estar atentos.” Sabemos que nesta floresta bancaria, uma ou outra arvore degenerou e um ou outro foi um pau mandado.

Ainda se trocaram impressões e preocupações laborais, nos últimos tempos a realidade bancária alterou-se completamente: precariedade no trabalho, abaixamento dos vencimentos para se defenderem postos de trabalho, ausência de preocupações sociais. Nestes encontros, o turismo, a gastronomia, o convívio, a fraternidade e a solidariedade, têm lugar primordial, mas também há espaço para a análise e discussão de problemas.

O próximo encontro será em Outubro na Aldeia de Joanes (Fundão).

António Alves Fernandes

Aldeia de Joanes

Junho/2015

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