Acautelai-vos e vigiai. (cf. Mc 13,33-37)

O Dono da casa entregou-nos a missão de administrar
esta casa comum que é a criação e a história.
Para isso, entregou-nos o código da aliança,
curou-nos no Filho e recriou-nos no Espírito.
No entanto, o tentador continua a armadilhar-nos o caminho
e a adormecer-nos a vigilância, cegando-nos o entendimento.
Daí a recomendação de Jesus: “acautelai-vos” dos perigos,
da vida errante, das miragens de felicidade, da mentira branqueada;
e “vigiai” para que a espera não perca o horizonte
e o Advento do Senhor nos prepare com encontros despertos,
durante a noite, iluminados por luzinhas de fé
e faróis de palavras que brotam do silêncio amigo.
O progresso científico e tecnológico deu-nos a sensação
que tudo depende de nós e dum clique à distância.
Mas a falta de cautela e de vigilância pode levar-nos:
a acidentes por excesso de velocidade, adormecimentos,
uso de telemóvel ao volante, condução embriagada…
Facilitaram-se as comunicações e transações comerciais,
mas se não houver cautela e vigilância acontecem as fraudes,
as corrupções escondidas nos “offshores”,
as identidades virtuais com pele de cordeiro e garras de lobo!
Senhor, dá-nos o dom da vigilância neste Advento.
Dá-nos consciência dos perigos que nos tentam
e dos remédios que nos dás para uma vida feliz e vigilante.
Recorda-nos, cada segundo, que somos administrados
e não donos da criação, das riquezas e da justiça.
Que o teu Espírito nos ajude a despertar para a mística do encontro,
feita de ascese e de escuta, de conversão e alegria de viver,
de fraternidade e solidariedade, de esperança e evangelização.
Abençoa, Senhor, este Ano da Vida Consagrada.
Pe. José Augusto

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