Aldeia de Joanes – A invansão de mortares

Foi óptima a resposta ao repto lançado por Carlos Pereira nas diversas redes da comunicação social – “GRANDE HOMENAGEM AO SACERDOTE DE TODOS OS MOTARDS”, agendada para o Cemitério de Aldeia de Joanes (Fundão), dia 28 de Março, data comemorativa do segundo aniversário do falecimento do Padre Motard José Fernando Cruz Lambelho.

A cerimónia, superando todas as expectativas de adesão, decorreu junto à campa, com a presença de mais de um milhar de motards vindos das mais diversas localidades de norte e sul do País, dos mais diversos grupos ou clubes e também a título individual.

Vários foram os oradores: o Vice-Presidente da Câmara Municipal do Fundão, que se disponibilizou para a criação de uma escultura em Aldeia de Joanes que testemunhe os seus valores, pois trata-se de um símbolo da Região e do País; a Família Borba, que apoiou o Padre Zé Fernando nos Estados Unidos, principalmente durante sua doença cancerosa; a jornalista Paula Charro que recordou emocionada o Homem que lhe ensinou a ser generosa e solidária.

Com a Leitura do Evangelho de S. Mateus e a recitação de uma oração com as mãos entrelaçadas, o Padre Rui Manique leu uma mensagem do Bispo da Diocese da Guarda: “Com a mota ajudou muitos a fazer caminhos de fé”. O celebrante afirmou que esta homenagem é “ para recordar o homem e o padre. Ele ensinou a rezar muitos do que aqui estão, devemos estar unidos na Fé que ele praticou.”

Ricardo Germaninho da Organização desta Homenagem, salientou que “ o motociclismo português está mais pobre desde que ele partiu. Ajudou a mudar a imagem que a sociedade tinha do motard e encorajou-nos a termos uma atitude responsável quanto à vida.”

A cerimónia terminou com uma largada de pombas brancas, da Delegação Columbófila da Covilhã.

Ao acaso, fomos ouvir intervenientes desta homenagem, alguns fizeram centenas de quilómetros para estar presentes em Aldeia de Joanes.

Cristiano Silva do Grupo dos Motards B.P. Mota do Porto: “Viemos a homenagear o Padre Zé Fernando, porque era o único padre que conseguia unir a igreja aos motards. Foi pena ter falecido muito novo, infelizmente só parte mais cedo quem é bom.”

José Geadas, do Grupo de Rio de Moinhos (Borba): “Foi um grande amigo para mim e despertou o gosto pelas motas. Estava sempre disponível para me ajudar em tudo e era um bom conselheiro.”

Joaquim Vitorino do Moto Club de Espinho: “ Fez muitos casamentos de motares, incluindo o meu. Celebrou algumas missas no nosso clube e digo-lhe que era aí que me preparava para comungar. Em nós há o espirito de solidariedade e aqui estamos nesta linda freguesia.”

Humberto Simões do Grupo de Dornelas do Zêzere: “ Estou aqui numa atitude de carinho e muito respeito para com ele.”

Mafalda Marques do Grupo do Bombarral: ”Vim pelo motard que foi. Cativou-nos desde o início. Já que mais nada podemos fazer, estamos aqui a homenageá-lo. Sabia o que dizia e sabia escutar.”

Pedro Grilo, do Grupo de V. N. Poiares: “ Tratava-se de uma pessoa especial com um carisma único. Tinha uma forma de falar, fazia a diferença e cativava todos os ouvintes. Nós nunca o esquecemos. Temos aqui uma lápide de homenagem onde escrevemos: “ninguém morre enquanto permanecer vivo no coração de alguém…e permanece nos nossos.”

José Grandão do Moto Club de Mangualde: “Tínhamos uma grande amizade pelo Padre Zé Fernando. O seu companheirismo e a alegria que imprimia aos grupos motards marcou-nos muito. A nossa vinda Aldeia de Joanes é para nunca ser esquecido.”

Luís Filipe Santos, do Grupo Motard Rodas do Relógio de Loulé: “Comecei a acompanhar as missas desde o ano 2009. Criou em nós uma grande simpatia e não acredito que alguém tenha a motivação e a força que ele tinha. Não pude vir ao funeral, mas hoje aqui estou, vindo do Algarve. Quero concretizar um sonho, conhecer a casa do Padre Zé Fernando.”

Francisco Macaçote do Grupo Bonelli Riders de V. N. Foz Coa: “o Padre Zé Fernando sempre uniu os motards, foi sempre uma pessoa com muito nível. Era um grande amigo e os amigos verdadeiros nem no cemitério se esquecem.”

Joaquim Santos do Moto Clube de Vila do Conde: “Merece muito que todos aqui estejamos. Era uma pessoa…” (As lágrimas caem-lhe na face).

Davi Oliveira do Grupo de Motard de Aveiro: “Temos memória…”

Vítor Barros do Grupo de Oiã: “Viemos honrar e homenagear a memória do Padre Zé Fernando, recordar momentos… Move-nos o muito respeito.”

José António Santos Soares do Grupo de Oliveira de Azeméis: “Era uma pessoa muito querida, que nos tocava o coração, humilde, simples, generosa e sempre disponível, sempre presente.”

Isabel Maria Pinto de Oliveira de Azeméis: “Deviam reunir o seu espólio e fazer um museu na sua casa. As entidades autárquicas locais e as forças vivas devem fazer algo que o perpetue, afinal está vivo na memória de milhares de motards.”

Silvino José Tavares Colaço do Grupo Motard, os Desencontrados  e Tuku-Tuku de Castelo Branco: “ Era um amigo de todos nós, por isso estamos aqui mais de mil motares.”

 

Regressaram aos seus destinos, fazendo centenas e centenas de quilómetros…

António Alves Fernandes

Aldeia de Joanes

Março/2015

 

A GRANDE INVASÃO DE MOTARES

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