Gago Coutinho e Sacadura Cabral
Senhores! SerĂ¡ talvez uma ousadia
Vir aqui os meus versos recitar,
Versos que teem pobreza d’harmoniĂ£
P’ra vosso feito grande levantar!
Mas minha ante vĂ³s, Ă³ lusitanos,
EntusiĂ¡sma-se em sono auroeal,
Quere saudar o sol dos desenganos
Da raça imorredoira de Cabral.
Se o caminho mais curto entre pois pontos,
TeĂ³ricamente estava descoberto,
Numa visĂ£o de fadas, dĂªsses contos
Por vĂ³s, prĂ¡ticamente, foi aberto!
Glorificando tĂ£o heroico feito!
´StĂ¡ Portugal desde o Algarve ao Minho;
E todos pronunciam com respeito
Sacadura Cabral – Gago Coutinho!
GlĂ³ria a vĂ³s, pois, heroicos aviadores,
E Ă¡ terra berço, Ă¡ nossa terra mĂ£e;
Abençoados, ilustres sonhadores!
«Bendita a PĂ¡tria que tais filhos tem»
Viseu, Dezembro de 1922.
AnastĂ¡cio JosĂ© dos Santos
