Batismo do Senhor

Eis o meu servo, a quem Eu protejo,

o meu eleito, enlevo da minha alma. (cf. Is 42,1-4.6-7)

 
No batismo do Jordão, Jesus apresenta-se como servo de Deus,
disponível para servir o Senhor e resgatar os seus irmãos,
não só de Israel, mas até às ilhas longínquas que O esperam.
Não tem programa nem alforge de soluções estratégicas.
É um homem livre, desarmado, vela conduzida pelo Espírito,
luz respeitadora e libertadora da cegueira desorientada,
reconstrutor da aliança de todos os povos com Deus.
A Porta do Céu não é um lugar ou um monte santo,
mas é uma Pessoa, Jesus, ungido pelo Espírito
e “Filho muito amado” dum Pai, Missão de Amor.
 
O batismo por tradição, em celebrações quase privadas,
com a participação apenas da família e dos amigos,
está longe de significar aquilo que realiza:
acolhimento eclesial dum novo filho de Deus na fé.
O Jordão das águas da conversão é agora a Igreja,
que nos imerge no Corpo místico de Cristo,
pela ação do Espírito de comunhão e da caridade.
Sem o alimento da Palavra e da Eucaristia,
esta semente batismal não floresce fraternidade
nem abraça a humanidade toda em compaixão evangelizadora.
 
Pai Santo obrigado porque apesar de sermos apenas criaturas,
nos amas e tratas como filhos amados.
Jesus, Filho eternamente amado pelo Pai no Espírito,
obrigado porque nos enxertas fraternalmente no Teu Corpo.
Espírito do Pai e do Filho, obrigado porque nos desejas habitar
e fizeste destes indignos servos templos recriados do Céu esperança.
Conduz-nos às águas da conversão e do seguimento
para vivermos, em comunidade, como membros vivos do Teu Corpo.

Pe. José Augusto Leitão

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