A prostração.
Uma das posturas mais impressionantes empregadas na nossa linguagem litúrgica é a da prostração: quando uma pessoa se estende no solo e ali permanece durante um determinado espaço de tempo. A palavra vem do latim, pro-sternere (estender por terra).
Na Sexta-Feira Santa, o sacerdote que preside à celebração – se a isso não estiver impedido, por mal físi¬co – prostra-se no solo, em silêncio, enquanto a comunidade se ajoelha. É um rito muito expressivo de entrada para a celebração especial deste dia.
Nas ordenações para diácono, presbítero ou bispo também os candidatos se prostram no solo, enquanto a comunidade entoa as ladainhas dos Santos, suplicando por eles. De igual modo, faz-se o gesto de prostração, na bênção do abade ou da abadessa. Se se conservou o costume, também se pode fazer nas profissões solenes dos religiosos.
É um sinal claro de humildade e de súplica diante de Deus. Como o de Abraão que «prostrou-se com o rosto por terra e Deus disse-lhe: …» (Gn 17,3), como os irmãos de José que «prostraram-se diante dele com o rosto por terra» para lhe mostrar respeito e pedir-lhe perdão (Gn 42,6; 43,26-28; 44,14), como o de Moisés que «curvou–se imediatamente até chão e prostrou–se em adoração» diante do Deus da Alian¬ça (cf. Ex 34,8), ou como faziam os que queriam mostrar diante de Cristo os seus sentimentos de adoração (cf. Mt 14,33; 28,9).

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