D. Manuel Clemente, bispo do Porto, participou esta noite no café literário da cidade da Covilhã.

Segundo o prelado: a esperança é a única característica que nos mantêm como povo constituído por criaturas abertas a novas e constantes realidades.

Refere ainda que o esbanjamento é uma preocupação grande que o leva a uma verdadeira compaixão.

O percurso da história de Portugal é feito tento sempre em conta a dependência externa e Portugal só existe porque tem esta capacidade de se refazer e garantir fora de si próprio.

Diz que que aquilo que marca os portugueses (15 milhões) é uma “crise de identidade endogenia” e uma “universalidade intrínseca”.

Fez um pedido àqueles que nos dirigem e a outros dirigentes da sociedade: ” tenham o maior consenso no sentido de orientar a todos”.

Como homem de Deus refere que (neste momento particular da história) é urgente e importante o diálogo. “Precisamos todos de nos encontrar para pensar”.

Referindo-se ao desemprego diz: “temos um problema que não sei como vamos sair dele”. E vai mais além ao afirmar quanto à situação de Portugal: “um aperto deste género nunca foi assim na sociedade portuguesa”.

Por fim tomou a palavra o presidente da autarquia que fez um voto “o bom censo deve ser hoje, mais que nunca, uma característica de quem governa”.

Houve ainda uma curta sessão de autógrafos. Pois várias das obras do convidado encontravam-se disponíveis no local.

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