Ecos do Dia da Igreja Diocesana

Há muito que vinha sendo anunciado que no dia 30 de Maio se iria realizar, pela primeira vez, na cidade Egitaniense, o DIA DA IGREJA DA DIOCESE, sob o tema “EVANGELIZAR PARA SER…PESSOA E COMUNIDADE” .  Apesar de o tema ser sugestivo, apesar dos inúmeros apelos à mobilização, à presença, às comunidades, a adesão foi fraca, o mínimo dos mínimos. Já lá vão os tempos em que Aldeia de Joanes se mobilizava para as causas da Fé e da Religiosidade. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.

Com pontualidade britânica partimos em peregrinação à Igreja Diocesana, integrados nas equipas de Alcongosta-Donas-Valverde e Chãos. A grande maioria são mulheres e nota-se a ausência de jovens. Veio-me ao pensamento a necessidade de se fazer uma viragem significativa, a inclusão do feminino na gestão da Igreja, porque tem sido marcadamente com rosto masculino.

O Pároco Américo da Encarnação Vaz fez as primeiras recomendações com base no guia que distribuiu a cada uma dos passageiros. Na primeira página uma mensagem de boas-vindas do Secretariado da Coordenação Pastoral da Diocese da Guarda. O território diocesano distribui-se por 365 paróquias, agrupadas em 15 arciprestados, que vão desfilar pelas ruas da Guarda, a caminho do ícone da cidade, a sua Sé Catedral.

Da parte da manhã, o programa proporciona um momento de oração, adoração e reconciliação na Igreja da Misericórdia e Espaços de Evangelização. Optei pelo painel – Departamento do Património Cultural da Diocese da Guarda, sob o tema “ Imagem e Palavra”, que decorreu na Igreja de S. Vicente, junto à antiga judiaria. Uma jovem, acompanhada por um grupo de adolescentes, deu uma lição histórica, artística e religiosa do diverso património azulejar ali existente.

O segundo tempo, ocupei-o num outro painel, organizado pela Cáritas da Guarda, no Arquivo Diocesano. Á entrada, os slogans “Evangelizar, servindo a Pessoa e a Comunidade” e “Todos têm algo a partilhar – Ajuda Social, Tempo e Bens”. Lá dentro um pequeno grupo de pessoas. A prática da caridade não é tarefa fácil, não é atrativa, é complexa, árdua e exige desprendimento. Recordo, a este propósito, o Papa Francisco: “ a Igreja não vai precisar tanto de pronunciamentos do magistério, mas de gestos de solidariedade e compaixão, em que comunidades eclesiais sejam vistas “ ilhas de misericórdia.” A Igreja deve transformar-se numa mãe misericordiosa, capaz de se enternecer com a situação de milhões de seres humanos desprovidos do pão de cada dia e sobretudo da sua dignidade.

Na parte da tarde teve lugar a Eucaristia, presidida pelo Bispo da Diocese, acompanhado pelo presbiterado, diaconado e milhares de fiéis.

Todos os Arciprestados marcaram presença, com destaque para os de Trancoso e Seia. Registe-se a presença de acentuado número de crianças. Quanto ao arciprestado do Sabugal, o jovem Ricardo Miguel Tomé Caetano, garbosamente transportava o estandarte da minha terra natal – Bismula.

Ouvimos algumas opiniões, começando por um dirigente escutista: “ este dia é muito positivo, porque faz viver a Fé com toda a força, a força de uma Igreja viva, atuante e mobilizadora. No entanto, há que rever o seu planeamento e organização, com a participação de alguns arciprestados.”

Um diácono: “ é a primeira vez e este evento é importante para a Igreja Diocesana, a fim de ser mais solidária e unida.”

Um ex-responsável pela pastoral juvenil: “ esta ideia é muito feliz e importante, porque faz-nos sentir menos sós, pertencentes a uma comunidade cristã mais alargada. “

Saliente-se a participação de diversas congregações e institutos de vida consagrada, que na Praça da Sé deram a conhecer as suas dinâmicas de evangelização.

Ao som do concerto da Banda Jota, regressámos aos nossos destinos. No futuro deve-se repensar a data (este ano coincidiu com as ações do Banco Alimentar e trabalhos agrícolas sazonais) e o envolvimento das crianças das catequeses e de outros movimentos juvenis.

 

António Alves Fernandes

Aldeia de Joanes

Junho/2015

Ecos do Dia da Igreja Diocesana

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