Todo aquele que for mordido e olhar para ela ficará curado. (cf. Num 21,4b-9)
Deus criou-nos à sua imagem e semelhança.
É uma vocação livre e não uma predestinação natural.
Precisamos de conhecer Deus, para nele nos recriarmos
e nos tornarmos semelhantes nos métodos e nas metas.
A história está cheia de tentativas de ser semelhante a Deus:
Adão e Eva, reis deificados, ricos dourados e prepotentes…
O Filho de Deus encarnou para nos revelar quem é o homem
e no homem à imagem e semelhança de Deus,
nos revelar quem é verdadeiramente Deus!
A cruz revela-nos um Deus servo e apaixonado,
capaz de dar a vida para nos salvar!
O apelo de sermos humanamente divinos
borbulha no coração de cada um de nós.
Alguns empinam-se no pináculo da força destruidora,
ou vociferam troantes ameaças de medo,
ou entulham-se de riquezas e medalhas de honra,
ou sonham aparecer no ecrã da moda e da glória,
pensando assim subir ao céu da divindade eterna.
Pelo caminho ficam cabeças decapitadas,
injustiças torturadas, guerras alimentadas, invejas consumidas.
Ser semelhante a Deus não é uma conquista egoísta,
mas um dom contemplado, que fraterniza as relações
e faz das mãos um abraço e dos pés boa nova solidária.
Senhor, altíssimo e omnipotente no amor fontal,
só Tu Te podes fazer pequeno, próximo e servo,
sem medo de Te perderes e apequenares.
Cristo, ungido do Espírito e imagem perfeita do Pai,
quanto temos ainda de contemplar-Te na Cruz
para compreender o caminho que nos eleva para o Céu!
Faz-nos, Senhor, semelhantes a Ti e humaniza-nos o coração
quando somos injuriados, perseguidos, injustiçados!
Pe. José Augusto

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