FUNDÃO – A VISITA DA IMAGEM PEREGRINA

A pagela distribuída, antes de a Imagem chegar, esclarece que esta visita nasceu no contexto da celebração do Centenário das Aparições, acrescentando que as comunidades eclesiais devem viver a espiritualidade de Nossa Senhora de Fátima, principalmente a conversão.

Uma grande assistência, junto ao Quartel dos Bombeiros Voluntários do Fundão, aguarda a Imagem vinda da Covilhã, sem medo da chuva miudinha e fria – afinal chegava também um grande dom de Deus, o Sangue da Terra, a nossa Casa Comum, há muito esperada.

Vamos saber até que ponto a visita de Nossa Senhora de Fátima, no Fundão, tem alguma influência na conversão.

Um Autarca: “ é um momento importante para a celebração da união de todas as paróquias que fazem parte do nosso arciprestado, e alertar todos para o Centenário que está aí achegar. Sabemos que Fátima é sempre um acontecimento nacional e internacional, mas temos mais próximos de nós uma Santa Luzia no Castelejo e uma Nossa Senhora do Amparo em Aldeia de Joanes para suscitar a conversão.”

Um Magistrado: “ a conversão é algo de profundamente íntimo. Nestas manifestações de Fé há sempre mais emoção que conversão. Há quem valorize mais a imagem da Mãe e se esquece da mensagem do seu Filho. É um equívoco estar mais atento à Mãe, menosprezando o Filho. Não deixo de salientar que a Mãe nos leva aos afetos.”

Proprietário de um Café: “é bom vir para junto de nós a Imagem de Nossa Senhora de Fátima, estar no Fundão. Para a conversação de algumas pessoas é necessário acontecer um milagre.”

Uma Enfermeira: “vem mexer com as pessoas, apesar da chuva registou-se uma grande adesão. Valoriza-se muito a Nossa Senhora, porque é Mãe e esquece-se o Filho. Ela veio converter-nos para pensarmos no seu Filho. Quem acredita na Mãe, invariavelmente acredita no Filho. Aqui reside a nossa Fé. Fátima é uma mensagem de conversão, hoje os apelos também são feitos no Fundão, silenciosamente. Não se contabiliza, não entra nos livros de matemática, nem em programas de Excel.”

Bancário: “ esta visita da Virgem Peregrina ao Fundão é um despertar de consciências adormecidas. É necessário relembrar a mensagem de conversão de Fátima. Quanto aos efeitos de conversão, é sempre difícil de tirar conclusões. Quem entra no íntimo das pessoas? Quem contabiliza as conversões?”

Dirigente Juvenil: “não deixa de ser importante, mas não muda a forma de estar das pessoas. Tem o seu significado, mobiliza muita gente, a juventude esteve presente. Não vejo qualquer conversão interior. As nossas comunidades cristãs entram na rotina e os seus responsáveis não agarram, não aproveitam os jovens.”

Ex-Bancário: “tem efeitos de conversão, apesar de ter sido uma ação momentânea. Há que dar continuidade, porque a conversão é nossa, é de cada um, mas tem efeitos nos outros. Não podemos ficar por palavras, mas sim com o exemplo. Algo fica, porque não se fazem sacrifícios em vão, é também conversão. O importante é o caminho que se segue, esta é a parte mais difícil.”

Um Empregado de Escritório, “a Visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima, ao nosso Arciprestado, na Celebração das Aparições, é uma bênção, mas também um despertar de consciências para a oração, para a conversão e para a ternura dos afetos da nossa Mãe do Céu. Como nem todos podem ir ao Santuário de Fátima, foi a forma da Igreja Portuguesa encontrou para que todas as Comunidades tenham oportunidade de rezar junto à Imagem Peregrina, dando assim o conforto ao coração de todos os lares.”

O Bispo da Diocese, que celebrou a Eucaristia no Pavilhão Multiusos, lembrou que “ o percurso de conversão é lento e difícil, mas é possível.”

António Alves Fernandes

Aldeia de Joanes

Ourubro/2015

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