FUNDÃO – VI ENCONTRO CINEMATOGRÁFICO

A Moagem – Cidade do Engenho e das Artes no Fundão, foi o palco entre os dias 29 de Abril – 1 de Maio o VI – Encontro Cinematográfico. Este acontecimento da 7ª Arte, pertenceu à organização do Município, à Associação Luzinar, com o apoio da Cinemateca Portuguesa, da Universidade da Beira Interior.
Ali se reuniram cineastas, críticos, estudantes cinéfilos, com destaque para os realizadores, Joaquim Pinto, José Oliveira, Rita Azevedo Gomes, ator José Lopes, crítico de cinema João Palhares, diretor de fotografia Manuel Pinto Barros e Maria João Madeira, programadora da Cinemateca Portuguesa.
No Jornal dos Encontros Cinematográficos, Carlos Fernandes, salienta que nestes cinco anos receberam-se mais de 57 convidados que participaram em inúmeras conversas e foram projetados mais de 67 filmes de diversos países da Europa, do Brasil e dos Estados Unidos da América. Está em preparação, um avançado e ambicioso programa dedicado ao público escolar no agrupamento de escolas no eixo Fundão-Trancoso.
Já Mário Fernandes informa que nestes festivais de cinema, não há passadeiras vermelhas, nem prémios, nem concorrência, nem teses académicas, nem camiões de realizadores a exportar. A sua raiz é a generosidade, encontros informais, programação partilhada com realizadores e críticos, os que fazem desta arte o seu ofício contra ventos e marés.
Nada melhor que ir ao encontro de alguns participantes e ouvir as suas motivações e opiniões destes encontros do cinema no Fundão.
Vasco Alves de Lisboa, desenhador gráfico, “ a particularidade destes encontros cinematográficos do Fundão, é a familiaridade e cumplicidade entre os participantes, público, atores, realizadores.”
Sónia Rodrigues Sousa de Seia, economista, “ o Fundão é um local maravilhoso, magnifica serra para realizar estes encontros da Sétima Arte. É um local tranquilo, com um modo de estar próprio, que acaba por influenciar os convidados, formando-o mais intimista.”
Luís Ângelo de Sá Barbosa, de Viana do Castelo, programador, “ o melhor destes encontros são as companhias. Estou dececionado pela falta de adesão das gentes do Fundão, principalmente a juventude.”
Hugo Pereira do Porto, estudante, “lamento que o Jornal do Fundão, um meio de comunicação com mais prestígio na região, não tenha publicado uma linha sobre os filmes que foram apresentados no Fundão e em Lisboa muitas vezes não são projetados. É importante que alguém do Fundão, consiga trazer para o interior os filmes que tem sido projetados gratuitamente na Moagem.
Hélder Ferreira de Castro de Santo Tirso, professor na Escola de Artistas António Arroio, “ este evento anual é um bom momento para ver cinema e para conhecer o Fundão cheio de flores, muitas cores, enfim bonita. Tem algum interesse artístico, nomeadamente as intervenções de arte urbana, que vem enriquecer o património local. Estes detalhes são imensos, numa paisagem preservada.
Maria Dulce Pascoal do Sabugal, professora de português, “ já venho ao Fundão há três anos e os filmes são de grande qualidade e os debates são enriquecedores do ponto de vista intelectual e humano.”
Manuela Roxo de Lisboa, cineasta, “ estes encontros tem grande qualidade, nomeadamente na seleção dos filmes. Além do acolhimento caloroso da organização, da autarquia e dos seus funcionários. Há um ambiente descontraído.”
Hiroatsu Suzuki de Quioto, Japão, realizador cinematográfico, “ é um bom programa, bom ambiente. Estranhamente a juventude e as pessoas do Fundão não comparecem.”
Daniela Cristina Anico Bacalhau de Évora, Professora, “ é o primeiro ano que assisto. Tenho pena que a população fundanense não se mobilize para participar nestes encontros. Em Évora o Auditório estava cheio, como aconteceu no Festival Internacional de Curtas Metragens de Évora. Será que o Fundão aprecia cinema?
Loukia Batsi de Atenas, Grécia, estudante, “ na primeira vez que participei fiquei a entender o que significa a palavra encontro. Nesta segunda vez, estou como espetadora. Sinto que além dos filmes há uma comunhão de valores.”
Sérgio Alpendre de São Paulo, Brasil, professor e jornalista, “ é um encontro que privilegia o cinema sem a preocupação de ser controlado pelas regras do mercado. É um festival que reúne grandes filmes, que não tem componentes comerciais. São encontros charmosos que transpiram paixão pelo cinema.”

António Alves Fernandes
Aldeia de Joanes
Maio/2016

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