Gosto da minha prĂ³pria companhia.

Gosto da minha prĂ³pria companhia e gosto de dividi-la com os outros nos momentos certos.

HĂ¡ muitas formas de gostarmos de nĂ³s prĂ³prios. Podemos apreciar e confiar plenamente no nosso trabalho, tendo a consciĂªncia que o que fazemos estĂ¡ bem feito, podemos gostar do nosso fĂ­sico, sentirmo-nos bem connosco e com o que vemos ao espelho, podemos gostar da nossa personalidade, achar que quando conhecemos alguĂ©m sabemos que lhe iremos agradar… Mas quando toca a estarmos sozinhos, serĂ¡ que conseguimos gostar assim tanto que nĂ£o precisamos de mais nada?

É uma plenitude que demoramos a atingir. Gostar da nossa prĂ³pria companhia, e isso nada tem a ver com o quanto nos apreciamos enquanto pessoa, enquanto profissional, ou atĂ© mesmo enquanto mulher ou homem.

Muitas vezes quando necessitamos de estar com alguĂ©m, apenas precisamos que alguĂ©m nos diga aquilo que jĂ¡ nĂ£o temos força para ouvir de nĂ³s.

As palavras tĂªm mais força quando vĂªm de fora. Temos necessidade de estarmos sempre acompanhados esperando que as pessoas Ă  nossa volta gostem de nĂ³s. Se houver alguĂ©m que nĂ£o goste, automaticamente nĂ£o queremos mais estar com essa pessoa.

Temos a capacidade de preencher vazios que nĂ³s prĂ³prios criamos. O estar sozinha nĂ£o tem propriamente que ser um vazio. É uma mĂ£o cheia de surpresas. Quando comecei a gostar da minha prĂ³pria companhia, comecei a conhecer-me, comecei a apreciar as minhas prĂ³prias virtudes sem esperar que ninguĂ©m me viesse dizer, e sĂ³ depois comecei a gostar da companhia dos outros. Verdadeiramente! Dizem que sĂ³ depois de gostarmos de nĂ³s gostamos dos outros, e Ă© verdade!

Gostar da nossa prĂ³pria companhia permite-nos ouvir as coisas mais importantes, permite-nos fazer as escolhas mais acertadas e permite-nos apreciar a verdadeira felicidade. Estar sozinho Ă© importante. Ouvir o coraĂ§Ă£o. DescansĂ¡-lo para poder receber os outros nele. Beber da nossa prĂ³pria felicidade. E dar a beber aos outros.

Assim a palavra solidĂ£o pode existir, mas deixa de ser negra para ter outras cores.

Suzana Santos