Gosto de cinema.

Aliás… No fundo toda a gente gosta de cinema, porque é uma forma de nos distanciarmos das nossas realidades, entrando noutras, é uma forma de criarmos reacções onde nos expomos totalmente perante os nossos próprios limites. Vejamos… Quem nunca viu um filme romântico? Quem nunca viu um filme policial, ou até de terror, ou mesmo erótico…? Porque será que os filmes «baseados em factor verídicos» nos despertam a atenção e os sentidos?
Pode considerar-se que o cinema mais não é mais do que expressão da sociedade e da cultura de que faz parte, ao mesmo tempo que funciona como um meio de comunicação poderoso, porque é igualmente capaz de modelar comportamentos e atitudes sociais

Todos gostamos de nos transportar para realidades alheias. Todos nós gostávamos de ser poderosos, ágeis, divertidos, bem resolvidos, sentimentais q.b., como a maioria dos personagens… Mas não! Somos comuns mortais que ora acordam assim ora acordam assado. E passamos a dia conforme nos corre a noite.
Nós os espectadores, somos no fundo, possuidores de horizontes de expectativa. Porque é isso que nos faz andar para a frente! Expectamos sempre uma história boa ou para falar amanhã, ou para repetir nas nossas vidas amanhã. Ou ainda hoje, agora, enquanto está a dar o filme, seja ele americano ou português.
Não há solução, seremos sempre amantes do imaginário, seremos sempre escravos dos nossos sonhos e desejos impossíveis, apareçam no ecrã ou não! Seremos sempre incorrigíveis nos gostos e formas de copiar aqueles que mais gostamos. Sejam reais ou não!
Talvez os nossos filmes preferidos digam muito acerca de nós, do que somos ou do que gostávamos de ser, ou das nossas vivências, ou do nosso trabalho, ou até mesmo das nossas origens… Gostaria de aproveitar a deixa para a partilha daquele filme que mais nos marcou.
Pelo meu trabalho e pela forma como vejo a vida, aqui fica a minha sugestão. Em português «Sempre Amigos» em inglês «The Mighty». Um filme de 1998, mas que se encaixa como uma luva na actualidade.

Suzana Santos

 

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