Projeto envolve entidades políticas, religiosas e culturais da diocese e chama a atenção dos turistas para “as histórias e segredos” do edifício.

Lisboa, 19 mai 2011 (Ecclesia) – A Catedral da Guarda vai abrir os seus tesouros ao mundo, de junho a agosto, através de visitas encenadas que pretendem evidenciar “a importância histórica, religiosa e cultural do principal monumento da cidade”.

Em declarações ao jornal “A Guarda”, Américo Rodrigues, diretor do Teatro Municipal da Guarda e coordenador geral desta produção, destaca “o avanço enorme” que a iniciativa significará, “para dinamizar o centro histórico” e “renovar a atenção” dos turistas para aquela que é “uma das mais antigas catedrais de Portugal”.

O projeto, intitulado “Passos à volta da memória – uma visita encenada à Sé Catedral da Guarda”, está estimado em cerca de 22 mil euros e é organizado pela empresa municipal Culturguarda, em conjunto com a Diocese local e a Direção Regional de Cultura do Centro.

As visitas, com a duração de uma hora, decorrem entre 7 de junho e 31 de agosto, com sessões das terças às sextas-feiras, às 10h30 e 16h00, e aos sábados, a partir das 17h00.

Na sua viagem pelos principais espaços do monumento, os participantes serão acompanhados por um “cicerone”, personagem interpretada pelos atores André Amélio e Miguel Moreira, que revelará todas as “histórias e segredos” do edifício.

Os textos proferidos pelos “guias” foram desenvolvidos por Pedro Dias de Almeida e toda a encenação está a cargo de Antónia Terrinha.

Para o cónego Eugénio da Cunha Sério, à espera dos turistas estará sobretudo “uma construção forte, bela e elegante, segundo a arte do gótico”.

Trata-se de “uma edificação com medidas exatas, com perfeição das naves e das alturas” acrescenta o presidente da Comissão de Arte Sacra da Diocese da Guarda, uma das entidades envolvidas neste projeto.

Os participantes poderão ainda enriquecer os seus conhecimentos através da leitura do livro “Esboceto histórico-artístico da Sé Catedral da Guarda”, monografia da autoria do historiador João Paulo Martins das Neves, que será distribuída a cada visita guiada.

Este novo roteiro turístico da Sé da Guarda é comparticipado em 80 por cento por fundos comunitários, no âmbito do Projeto de Teatralização do Centro Histórico da Guarda.

Recorde-se que aquele edifício é também um dos monumentos que aderiu à “Rota das Catedrais”, que prevê não só a conservação e restauro dos edifícios religiosos como também a sua dinamização cultural e artística.

Jornal “A Guarda”/ JCP

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