Linhas de força do nosso programa Diocesano

Nas Jornadas pastorais Diocesanas, que tiveram lugar no passado fim de semana, quisemos mobilizar-nos principalmente para três grandes objectivos que nos vão acompanhar ao logo de todo o ano.
O primeiro deles é conhecer mais e melhor a Pessoa de Jesus, sobretudo através dos grupos bíblicos e na companhia do Evangelho de S. Marcos. Tivemos, por isso, uma informação introdutória a este Evangelho e fizemos um primeiro exercício prático de utilização do texto de apoio intitulado “O autêntico rosto de Jesus”, que já está disponível na Cúria Diocesana.
O segundo é vivermos todo este ano em atitude generalizada de reconvocação para o encontro com a Pessoa de Jesus, sobretudo através do acolhimento à Sua Palavra e fortalecimento dos grupos bíblicos que já temos e a criação de outros. Partimos do princípio de que a Igreja é, por natureza, a assembleia dos convocados, que, por sua vez, necessariamente se sentem enviados para convocar outros. E esses outros são alguns cristãos praticantes da missa dominical que ainda não se decidiram a participar nas acções de encontro com a Palavra de Deus; são os praticantes ocasionais; são os que vêm só nas festas ou momentos de especial densidade nas suas vidas e das suas famílias; são os indiferentes e são mesmos os que se consideram de fora. Para nos ajudarem neste processo de reconvocação, pedimos ajuda a duas Ordens Religiosas Missionárias – os Redentoristas e os Verbitas – que participam connosco na organização de acções centradas em cada arciprestado e que pretendem atingir todas as paróquias. A estas acções chamamos-lhes Missão para a Nova Evangelização.
A terceira preocupação é pedir ajuda aos Conselhos Pastorais Arciprestais no sentido de darem parecer sobre:
1. A distribuição de paróquias por grupos de paróquias confiadas ao mesmo Pároco;
2. A distribuição das celebrações, sobretudo a Missa do Domingo, por cada um destes conjuntos de Paróquias;
3. A vantagem de haver uma equipa pastoral presidida por cada Pároco e capaz de programar e acompanhar acções que atinjam todas as paróquias envolvidas;
4. Avaliar as formas como estão a ser aplicadas as orientações diocesanas recentemente aprovadas, depois de largo período de discussão, sobre a Iniciação Cristã e também sobre administração paroquial.
Estas são as grandes preocupações com que partimos para este ano pastoral. Os dados que vão ser colhidos na Base (Conselho Pastoral Arciprestal) e depois de reflectidos nos Conselhos Diocesanos Presbiteral e Pastoral e depois na Assembleia Geral do Clero prevista no nosso calendário anual para Maio próximo, esperamos que inspirem, de facto, as novas formas de ser Igreja a que nos chamam os Lineamenta do próximo Sínodo dos Bispos marcado para Outubro de 2012, em Roma.

Guarda, 19 de Setembro de 2011

+Manuel R. Felício, Bispo da Guarda

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