O ANO DA VIDA CONSAGRADA

O Papa Francisco, em Novembro de 2013, no final de um encontro, e na presença de mais de uma centena de superiores gerais de institutos religiosos, anunciou um ano dedicado à Vida Consagrada.

Um ano depois desafiou os consagrados, religiosos e leigos, a darem um testemunho, a partir de diferentes carismas e espiritualidades da sua ação, em prol de uma sociedade mais justa e fraterna.

No principio deste mês de Fevereiro encerra o Ano da Vida Consagrada, é hora de fazer um balanço. Esta iniciativa papal teve vários objetivos, que se centralizaram em dar visibilidade aos religiosos e religiosas, colocando-os no mapa das preocupações durante um ano. O Papa Francisco sugeriu que estes tempos fossem uma oportunidade de olhar o passado com gratidão, viver o presente com paixão e o futuro com esperança.

Sabe-se que a nível geral, a vida religiosa é de grande fecundidade em trabalhos concretos, principalmente no setor educativo, na saúde, na evangelização, na comunicação social, na ação missionário e sobretudo na proximidade aos mais pobres.

O Papa, ao receber milhares de consagrados e consagradas, sublinhou três pilares para as suas vidas: serem profetas, próximos do próximo e terem esperança.

Não podemos afastar-nos das pessoas, ter todas as comodidades, mas tem tentar compreender a vida dos cristãos, dos não cristãos, os seus problemas, sofrimentos, dores. Devemos estar física e espiritualmente junto daqueles que precisam.

O Papa traçou os maiores elogios a todos os membros dos Institutos, destacando a acção das mulheres, o seu compromisso e trabalho nos hospitais, nas paróquias, nos bairros, nas missões.

Em Portugal há cerca de 6100 consagrados, 450 seculares, congregações femininas 99, masculinas 33, institutos seculares 19 e em formação 419.

Neste Ano da Vida Consagrada, o Bispo da Diocese da Guarda visitou as 28 Comunidades Religiosas, e afirmou, “pretendemos dar graças a Deus pelo dom inestimável dos consagrados à Igreja e à Sociedade, e também otimizar a cooperação dos mesmos consagrados e suas comunidades na vida pastoral da Diocese….dar a conhecer ao Povo de Deus os respetivos carismas, incluindo a vida e as virtudes dos seus Fundadores. “

 Só os medíocres e os míopes não têm gestos e olhares de gratidão e se esquecem o quanto a sociedade portuguesa beneficiou e beneficia de tantos consagrados.

Nada melhor do que o depoimento de um “ jovem “ que há décadas, em várias dioceses, principalmente na da Guarda e nas Paróquias do Arciprestado do Fundão, teve um trabalho de muito meritório, principalmente nos movimentos da juventude, nos jovens:

“Concluiu-se em Fevereiro de 2016, oficialmente, o Ano da Vida Consagrada. O Papa Francisco, com este gesto tão simples e ao mesmo tempo tão nobre, congregou por esse mundo fora tantos homens e mulheres unidos à volta do Senhor.

Este ano, que agora termina, foi particularmente rico pela sua dupla função, por um lado, levar todos os consagrados à plena vivência da “ ALEGRIA DO EVANGELHO”, cuja raiz se centra na Humildade do Sacrário.

Nessa “ FONTE” se bebe o Louvor a Deus, pelo Dom de Serviço, da Entrega, da Doação, da Partilha, da Oração.

Foi e é neste recanto do quotidiano que se “ molda” todo o coração humano, o qual há-de ser enviado a levar às gentes sinais de esperança, olhando o Próximo com verdadeira Misericórdia.

Por outro lado, o Ano da Vida Consagrada foi uma excelente preparação para o Ano Jubilar da Misericórdia, que há-de levar aos outros a maravilha do Amor do Pai.

Damos Graças a Deus, por tudo o que de BOM foi semeado ao longo deste ano, que Deus abençoe todos aqueles que de joelhos aceitaram deixar-se moldar pelo Verdadeiro Consagrado, JESUS CRISTO.”

António Alves Fernandes

Aldeia de Joanes

Fevereiro-2016

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