Os Homossexuais, os Divorciados e os outros…

 

Pois é, aqui estou eu novamente… Tantos assuntos/temas que aqui podem ser discutidos, mas tenho estado a pensar sobre determinadas notícias que passam constantemente na comunicação social… Neste caso em particular, temos a discussão no sínodo, sobre o tema da homossexualidade e dos divorciados perante a Igreja!

Antes de mais, notem por favor que esta minha apreciação é pessoal. Poderá até ser uma apreciação geral, uns poderão concordar, outros poderão apresentar algum tipo de desagrado. Fico curiosa em saber qual a vossa opinião…

Começando pela sexualidade.

Como sabem: temos heterossexuais, os homossexuais, os bissexuais e os assexuais! Tudo muito bem categorizado! Independentemente da direcção sexual que cada um de nós assume, sabem que mais? SOMOS TODOS IGUAIS! Somos todos HOMENS e MULHERES! Não vejo necessidade em lutarmos pela igualdade! A nossa opção sexual deve ser respeitada perante todos aqueles que nos rodeiam e que nos tornam seres integrantes de uma sociedade em comum. Digam-me, o que me interessa (a mim ou a ti) que fulano “A” viva em comunhão com fulano “B”? Ou fulana “C” com fulana “D”? Ou fulano “E” com fulana “F”? Ou até fulano “G” com fulano/a “H” e “I”? É da vontade de cada um… Cada galho no seu lugar, como se costuma dizer! Não é mesmo?

Deus não nega entrada a ninguém em sua casa! Todo e qualquer ser é aceite! A porta da casa de Deus está aberta para todos que queiram ver, que queiram cheirar ou queiram sentir a religião. A nossa religião! Concordo plenamente! Agora, entrando mais a fundo no tema, o que não concordo é o possível matrimónio religioso perante casais que não sejam do sexo oposto! Se somos ensinados desde crianças que Deus criou o Homem e a Mulher (Adão e Eva) para a procriação do ser humano, será que me conseguem explicar como é que isso vai ser possível entre casais do mesmo sexo? Isso indigna-me um bocado… A adopção é outra conversa e tenho um pensamento um bocado “liberal” em relação a isso… mas desde que me conheço, a fecundação entre seres do mesmo sexo? Estranho…! Daí haver logo essa contradição… Ser-se aceite perante a igreja é válido para todos… é só essa questão do matrimónio e afins, questiono-me sobre isso! É preciso entender e compreender a “catequese” da vida!

Agora, os divorciados!

Quando oiço falar nisto, dá-me cá uma revolta… nem é bom pensar! Enfim… Não me consigo esquecer de umas palavras proferidas por um senhor divorciado nas notícias e eu em casa, batia palmas feita doida, pois aquelas palavras, na minha opinião, mereciam ser palavras de destaque! O senhor dizia: “Eu sou divorciado! Casei-me pela Igreja, porque sou crente e acredito na fé cristã! A minha relação não foi bem-sucedida. Eu e a minha ex-mulher não estávamos a agir de acordo com os mandamentos da Lei de Deus! Optamos pelo divórcio… Agora, é-me negado a comunhão! Como é isto possível, é o mesmo que ser convidado para um jantar e perguntarem-me: “É divorciado?” e eu responder que sim… e dizerem-me: “Então o senhor não janta”! Será que negam a comunhão a um ser que mata outro voluntariamente? Sou algum animal?” Pergunto-me… qual o interesse em negar a comunhão a um divorciado? Qual o motivo de não aceitar que esse cristão ou essa cristã aceda ao corpo e Deus? Qual a razão de professarmos a nossa fé em cada missa dominical ou noutras ocasiões religiosas? Qual o motivo de confessarmos os nossos pecados e dizermos em coro e bem alto “POR MINHA CULPA, MINHA TÃO GRANDE CULPA”? Ser divorciado torna a pessoa menos católica? Não consigo compreender… Penso que se trata de uma injustiça! Dou um pequeno exemplo, uma mulher ou um homem, ambos casados pela igreja, um deles que seja vítima de violência doméstica… deixa-se ficar casado/a com esse tipo de pessoa? Ou uma mulher ou um homem que cometa o adultério? Isso não é pecado? Deixamo-nos ficar casados com uma pessoa que cometa o adultério? Entre outras situações que não me ocorrem de momento! São simplesmente exemplos…

Isto gera montes de outros tópicos… Daí os outros…

O baptismo!

O baptismo de crianças, filhos de pais não casados pela igreja, filhos de pais divorciados… e que não podem ser baptizados por esse motivo? As crianças não têm culpa das decisões ou acontecimentos das vidas dos pais! E se os pais decidem ou querem que os seus filhos façam parte da comunidade católica, porque não!? Essas crianças terão vontade própria em professar novamente a sua fé e confirmarem-se perante Deus mais tarde… Hoje sou católica, amanhã poderei ser ateu! Eu sou mãe solteira! Minha filha é baptizada! Sou madrinha de baptismo! E não fui considerada “capaz” para ser madrinha de Crisma… Isso não me torna mais ou menos cristã… Algumas situações revoltam, mas a fé está cá… A fé é que nos guia e que nos salva!

É tipo as Noivas de Santo António… a casarem por civil! O Código Civil ou o Código de Processo Civil falta em Santo António? Poupem-me… A Lei Católica é uma coisa e a Lei Civil é outra… Digo eu!

Por isso, ser-se hétero ou homo, ser-se casado ou divorciado, ser-se “de raça branca” ou “de raça negra” (vermelho ou azul), ser-se alto ou magro, ser-se portador de alguma doença transmissível ou não, ser-se noiva de Santo António… PERANTE OS OLHOS DE DEUS, SOMOS IGUAIS! Todos categorizados, mas todos dentro do mesmo saco!

Pensem nisso!

 

Cristina A. Rodrigues

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