2º Domingo do Tempo Comum

«Tu és o meu servo, Israel, por quem manifestarei a minha glória» (cf. Is 49,3.5-6)

 
Deus manifesta a Sua glória por meio de mediações.
A eternidade espera, em dores de parto, que haja alguém,
que no tempo, se disponha a nascer Seu servo,
com olhar atento e coração aberto à Sua vontade
e pés de peregrino para realizar a Sua Missão.
Quando se aceita nascer servo e Deus ser a sua força,
manifesta-se: “Israel, servo de Deus e luz das nações”,
“a Igreja de Deus que está em Corinto”,
“o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”,
“o Ungido do Senhor que batiza no Espírito”.
 
Deus quer continuar a manifestar a Sua glória
e somos nós, os crentes, que devemos dar corpo a esta Missão.
É o caminho do “ainda não basta” de escuta, de acolhimento,
de serviço, de coerência, de doação de vida, de testemunho,
de disponibilidade para partir, de conversão para recomeçar.
O perigo é querer fazer do “servo” um “ministro de honra”,
da sabedoria um instrumento de domínio e exclusão,
do sagrado uma realidade desencarnada e puramente ritual,
da missão uma estratégia de marketing e de poder.
 
Senhor, nosso Deus, obrigado porque pensaste em nós
para manifestar a Tua glória de beleza e santidade,
aos que estão próximos e aos que estão longe.
Envia-nos o Teu Espírito e sê a nossa força
para que cada Igreja cresça em unidade, caridade e santidade.
Alimenta-nos assiduamente com o Cordeiro de Deus,
para que, como pessoas e como comunidade,
sejamos luz de esperança e manifestação do teu Filho.

Pe. José Augusto Leitão

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