CNE – A “despedida” do chefe regional da Guarda – António Bento Duarte

António Bento, ex-chefe Regional da Guarda do Corpo Nacional de Escutas, cessou funções naquela instituição juvenil, após disponibilizar parte da sua vida à causa escutista, estando ao seu serviço voluntário sessenta e dois anos. Repito, sessenta e dois anos…

Estes anos assentam em três grandes vertentes. A primeira é UM OLHAR AO PASSADO, que começa quando em Abril de 1953 fez a promessa de lobito, no Agrupamento 31 do Barco-Covilhã, “ dando início a longa e maravilhosa caminhada no CNE.” Em 1964 esteve presente no XII Acampamento Nacional, realizado no recinto de Nossa Senhora do Carmo – Teixoso – Covilhã.

Esteve trinta e seis anos de serviço na Junta Regional, dos quais vinte e três na liderança.

Muitos outros acampamentos regionais e nacionais tiveram a participação ativa de António Bento.

A segunda vertente é PREPARAR O PRESENTE. Em 1979 entrou para Secretário Administrativo e Financeiro, por convite do saudoso Assistente Regional, Padre António Nunes Sanches. Encontrou uma Região vazia de valores materiais e humanos. No caminho da modernidade havia necessidade de criar um depósito de material escutista na região, o pagamento de uma quota regional e aquisição de subsídios de entidades particulares e oficiais. Com estes meios conseguiu-se uma estruturação regional.

Também nesta linha de ação, havia necessidade de se apostar na formação de dirigentes e jovens, cursos de formação de adultos, cursos de Introdução, CIPS (Cursos de Iniciação Pedagógica), CAPS (Curso de Aprofundamento Pedagógico e Curso de Animador Local e Cursos para Guias).

No setor das atividades, criou o Dia Regional do Lobito, do Explorador, do Pioneiro e Caminheiro (hoje são Encontros Regionais); com estruturas, planeamento e avaliação, a realização de Acampamentos Regionais para todas as Seções; acampamentos Solidárias e Cenáculo Regional; comemorações dos aniversários de setenta, setenta e cinco, oitenta e oitenta e cinco da Junta Regional da Guarda.

A terceira vertente é O FUTURO. Está alicerçado numa Junta Regional moderna, eficaz, flexível, com estabilidade financeira, com mudanças que lhe permitiram o crescimento, aperfeiçoamento e desenvolvimento com incidências nos Agrupamentos da Região. Também a palavra diálogo gera conhecimentos, competências, atitudes, gera amor e fraternidade.

Fruto deste trabalho, dedicação, paixão do Chefe António Bento ao movimento escutista, a Direção da Junta Central do CNE atribuiu-lhe a maior condecoração – O Colar Nuno Álvares.

Conheci o Chefe Bento há anos e sempre verifiquei que se tratava de um dirigente responsável, dedicado, trabalhador, num serviço voluntário em prol da juventude da região escutista.

Pessoalmente, sempre grato por todos os esforços e empenho para com Aldeia de Joanes, onde está em funcionamento um Agrupamento 1335 do CNE, para o qual muito colaborou para a sua existência.

Ao Chefe António Bento aplicam-se com toda a propriedade as palavras de Baden Powell: “ passei uma vida felicíssima e desejo que cada um de vós seja igualmente feliz. Creio que Deus me colocou neste mundo encantador para ser feliz e apreciar a vida. A felicidade não vem da riqueza, nem simplesmente do êxito de um carreira, nem dos prazeres. Um passo para a felicidade é serdes saudáveis e fortes enquanto sois rapazes, para poderdes ser úteis e gozar a vida quando fordes homens. O melhor meio para alcançar a felicidade é contribuir para a felicidade dos outros. Procurai deixar o mundo um pouco melhor do que o encontrastes…”

 Bem-haja, grande Chefe António Bento Duarte. O Escutismo conta sempre consigo.

António Alves Fernandes

Aldeia de Joanes

Junho/2015

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