No dia 27 de Novembro decorreu no Seminário Maior da Guarda, o Dia Diocesano do Catequista, promovido pelo Departamento da Infância e Adolescência do Secretariado Diocesano da Educação Cristã, de que através da Net, tomei conhecimento do respetivo programa. Chamou-me a atenção dois temas interessantes. O primeiro tema: “ A Catequese Familiar: Forma e Desafios” e o segundo seria a apresentação do Catecismo do 6º Volume, onde estava particularmente interessado, por fazer parte do meu programa na Catequese de Aldeia de Joanes. Por iniciativa própria, sigo o destino da Guarda, onde participaram centenas de Catequistas de diversos arciprestados. O responsável por este Departamento, apresentou o Formador Padre Vasco da Cruz Gonçalves da Diocese de Viana do Castelo. Salientou que todos temos a mesma missão de catequizar, de construir o Reino de Deus. Com as vivências de Fé de cada um e com a caridade que nos vem de Jesus, saímos mais responsáveis, mais revigorados, refrescados para continuar com a missão da catequese. Estamos em contextos específicos e comemorativos – Ano da Fé – Concilio Vaticano II – Catecismo Católico. Temos de fazer memória destes acontecimentos. O que nos dizem hoje. Tomá-los presentes na nossa vida, A Nova Evangelização. Repetimos muito estas palavras e operamos pouco. Há que passar dos atos às obras. Temos de ser atores concretos da Nova Evangelização. Vão falar-nos de Catequese Familiar. Respostas a várias inquietações. Necessidade urgente de envolver as famílias. Passar de uma Catequese Eclesial para o Familiar. Dada a palavra ao Padre Vasco Gonçalves, o Pai da Catequese familiar, afirmou que estava ali para nos alertar. Vim para trazer agitação. A novidade também nos provoca e nos desafia. A Catequese tem de ir mais além. Dividiu o Modelo da Catequese Familiar em duas partes. A primeira parte – Desafios e Respostas. Na segunda parte – Apresentação de Textos do Magistério da Igreja. Podemos falar em muitos modelos e formas. Falar em catequese, tem de se falar em famílias envolvidas. Período do 1º Ano ao 3º Ano de catequese. Os pais estão interessados que os meninos façam a Primeira Comunhão, por diversas razões. Aqui pode começar um processo de Catequese de Adultos, ensinar os Pais a fazer caminhada de Fé. Catequese Familiar – um desafio para a iniciação cristã. A Catequese em Portugal tem uma caminhada de dez anos. Em termos de Catequese, de onde vimos? Era a Doutrina Aprendíamos e decorávamos. Havia iniciação da Fé. Temos o melhor que há em Catequese. Após o Concílio criou-se um projeto nacional de Catequese, pelo respetivo Secretariado Nacional. Surgiram algumas novidades: valorizar a comunidade cristã, a liturgia, investimento na formação. Surgiu uma Primavera na Catequese, muita animação, muita mudança… Hoje vivemos uma sensação de que não há criação, que o esforço de tanta gente por esta causa de amor, conduz-nos ao vazio, não há participação. O problema principal reside na ineficácia. No nosso tempo havia contextos: na família, rezava-se, falava-se, na família, na escola, no campo, nas romarias. Havia um meio ambiente que nos envolvia na Fé. Hoje temos a pedagogia, mas só temos uma hora e depois não há nada, nem família, nem escola, nem meio ambiente. A Catequese está sozinha, não tem pilares. Hoje temos bons catecismos do melhor, mas perdemos o contexto. Se não há a ajuda dos outros o trabalho é ineficaz, não dá frutos. Não podemos continuar a fazer Catequese nestes termos. Vamos enfraquecendo, vamos morrendo. Não temos apoios, não há almofadas. Tem de se ir à procura dos contextos: a família, a escola, o meio ambiente. Temos de os reunir. A família é primordial e é o grande desafio. Vínhamos de uma Primavera e estagnámos. Falava-se no espaço da Paróquia de uma Catequese Intergeracional. Modelos de Evangelização com a Família . Despertar Religioso – Abertura de uma simbologia de vida e do religioso e abertura da criança aos projetos de Jesus Cristo. . Catequese Familiar – Caminhada com os Pais e Filhos, durante os três primeiros anos – Estão já em curso diversas catequeses com um projeto experiência/piloto. . Educação Parental – Reunião com os Pais e Familiares. . Catequese Intergeracional – Reuniões com os intervenientes diversos – pais, avós, tias, etc. Nesta Catequese familiar poderá atingir diversos títulos. A verdade é que a Família tem de ser um lugar de Fé. Há que investir nos Leigos. A Catequese deve gerar os verdadeiros cristãos. Os Pais têm de ser os primeiros a desafiar. Para onde vamos? O futuro deve ser este: passar de uma catequese centrada na criança e adolescente, passar deste modelo, para uma iniciação de Fé nos Adultos, que vivam e vejam a vida como cristãos. Algumas perspetiva e desafios da Iniciação Cristã – Concentrar a atenção nos Adultos e sobretudo nas Famílias. – O sujeito da Catequese deixa de ser o Catequista e passa a ser a Comunidade. – O acesso de processo de iniciação por parte dos adultos é caraterizado pela liberdade e proposta. (Não podemos dizer que os pais vão à catequese mas sim participar e partilhar em reuniões e convívios. – O trabalho em equipa é a forma mais comum. Proposta de uma Catequese Familiar – Itinerário de iniciação cristão com as famílias. – Um novo horizonte no qual se quer colocar o caminho de Iniciação Cristã – Converter-se à Pessoa de Jesus Cristo e viver com Ele. – A participação ativa dos Pais é insubstituível. – A futura Evangelização depende em parte da Igreja Doméstica. – A família como a Igreja devem ser os lugares onde se transmite o Evangelho e donde este irradia. Evangelização e Cristianização da família – Evangelizar os Pais/Ajudar os Pais/Integração das famílias na Escola/Um novo modelo de cristão. – Recuperar o papel central da Família, na transmissão da Fé. – A catequese familiar desafia a comumidade cristã em abandonar o esquema escolar da Catequese semanal ainda em contexto mais amplo de animar dilatando os tempos, os lugares e as presenças. Tem de haver vários espaços e pessoas (pais, animadores, representantes de diversos movimentos da Igreja. O nosso modelo – ao ritmo da Catequese dos Filhos. O caminho da iniciação cristã articula-se em etapas mensais ritmadas em divisão semanal. 1ª – Semana Diálogo em Família – Promoção de diálogo dos Pais e dos Filhos. No ato da inscrição – Marcar encontro com os Pais. Pais conversar com os Filhos sobre a Catequese. Há um Guia para os Pais. Em casa deve haver uma oração. Em casa deve haver espaços para a Bíblia-Presépio-Jesus Cristo- uma imagem. Espaço sagrado. 2ª Semana – Encontro/Catequese/Pais/Paróquia Não podemos assustar os Pais. Encontro com os Pais num diálogo franco e aberto, com conteúdos. Viver em envolvimento comunitário com outros representantes da Paróquia. Encontro das crianças na Paróquia, tem como objetivos, permitir-lhes uma verdadeira experiência de acolhimento; permitir-lhes que partilhem o que viveram em família e proporcionar uma experiência catequética no que respeita ao ritmo da sua idade. 3ª Semana – Diálogos em Família 4ª Semana – Encontro/Catequese/Pais e Crianças da Paróquia – Domingo da Família – Grande Acolhimentos por parte da Comunidade – Eucaristia da Catequese – O Grande Acontecimento. Um domingo em família com os pais a partilhar. Ritmo mensal – 1º Diálogo em Família; 2º Encontro catequese dos Pais com os Filhos; 3ª Domingo da família. Cada paróquia é desafiada a realizar o modelo de Catequese familiar. Formação dos Catequistas/Animadores . Novas Formas de Trabalhar, a partir do que já sabemos. Pequenas inovações, que devolvem à família o seu papel evangelizador. (O conferencista apresentou o caso de um Pai, que lhe pediram umas pinturas sobre a Bíblia, que desconhecia. Interessou-se por lê-la e afirmou “ A Bíblia vem a ter comigo” e fez umas ilustrações maravilhosas e cheias de significa
do. A transmissão da Fé na Família, no Antigo Testamento faz referências às responsabilidades dos Pais. Liturgias Domesticas com a grande Festa da Páscoa, no centro das Celebrações. Também no Livro dos Provérbios. No Novo Testamento – São Paulo Documentos do Magistério da Igreja (Referencias a S. João Crisóstomo; Concilio de Trento; Concilio Vaticano II, João Paulo II, Código de Direito Canónico/Catolicismo Católico/Encíclicas /Diretório Geral da catequese. Palavras do Bispo da Diocese da Guarda Expressou a alegria pela grande presença de Catequistas e informou que a Conferencia Episcopal já assistiu a uma palestra sobre este tema, que nos foi dada pelo Padre Vasco. Manifestou o seu contentamento por ser apresentado este modelo aos Catequistas, um modelo transversal a todas as idades. Desejou participar duas preocupações 1ª – Objeto de reflexão para os Catequistas na necessidade de agrupar algumas paróquias onde há meia dúzia de crianças. A catequese exige grupo. Há paroquias que não tem condições para haver catequese. Manifestou a preocupação de crianças que vão para as aulas às 7H00 da manhã e só chegam a casa à noite. Há dificuldades para estes alunos terem espaços para a catequese. Tem de se dialogar com os conselhos diretivos. Há necessidade de se encontrarem centros de catequese – reorganizar o mapa da diocese. Temos de pensar em rede para dar respostas às solicitações. 2ª – A nossa Catequese deve envolver a família. Estamos muito longe, há muita pedra a partir. É preciso mudar as mentalidades. Reorganizar o mapa da Fé, é reorganizar o mapa das mentes, porque as vivências da Fé, vem a seguir. APRESENTAÇÃO DO 6º VOLUME – CREIO EM JESUS CRISTO O título já nos diz que fala na Fé de Jesus Cristo. Está na mesma linha do antecedente. Agora surge de forma renovada e dá-nos a conhecer melhor Jesus Cristo, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. Na elaboração deste 6º Volume, o último do percurso, verificou-se a preocupação de um modelo renovado de Catequese, que já está em todas as catequeses paroquiais. Foram apresentados casos práticos. No Encerramento foi salientado que a catequese tem de passar para uma Catequese familiar. È um desafio para o qual temos de caminhar. Foi dirigida uma palavra de incentivo e confiança. A Igreja apesar de todas as limitações, confia em Vós Catequistas e os Pais cofiam em Vós. Os Pais ainda confiam em Vós Catequistas, porque vos entregar o maior tesouro que têm, que são os seus filhos. Eles confiam em nós e nós devemos saber efetivamente a essa confiança. As conclusões desta ação de formação estão bem visíveis, na minha modesta opinião – É necessário caminhar para uma Catequese Familiar, enquadrada numa Igreja Doméstica, que é a Família. – Uma catequese inovadora, sonhadora, com a participação primordial dos Pais, com as crianças, catequistas e Comunidade Paroquial. – Os Pais devem participar ativamente na Catequese e partilhar ações de formação, reunião, convívios. – Estão a decorrer experiências pilotos em algumas comunidades cristãs, desta nova metodologia catequética. – Quanto ao 6º Volume mantem-se os conteúdos, estruturado com algumas alterações que me parecerem inovadoras. – Mais uma vez se falou na formação dos Catequistas, na atenção à idade das crianças, ao seu desenvolvimento físico e psicológico.

António Alves Fernandes

Catequese Paroquial de Aldeia de Joanes Outubro/2012

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